Didático
Por norma, com o mercado deprimido, as empresas começam a sair de bolsa, aproveitando as cotações mais baixas. Surgem assim as ofertas públicas de aquisição (OPA). Uma OPA consiste numa proposta de compra, lançada por uma determinada sociedade, sobre os títulos de outra.
Esta operação denomina-se "pública" quando é dirigida a todos os acionistas de determinada empresa, sem qualquer discriminação. Isto acontece porque, quando uma empresa tem o seu capital disperso na bolsa, é difícil identificar todos os acionistas (já que apenas é obrigatória a comunicação ao mercado de participações superiores a 2% do capital da sociedade). Mas, como as OPA são anunciadas, obrigatoriamente, nos jornais de grande circulação, no Boletim de Cotações da Euronext Lisboa e no sítio da CMVM, todos os acionistas ficam informados de que há interesse na compra dos títulos que possuem.
A forma e as condições em que as OPA podem ser realizadas e autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários estão previstas na lei. Dependendo das circunstâncias, em particular do preço proposto na OPA face ao seu preço na bolsa ou, ainda, das recomendações dos analistas quanto às perspetivas da empresa, o acionista individual poderá, ou não, ter interesse em vender. Por isso, é conveniente estar atento a situações deste tipo.



