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Investimento 'especial' 12/05/2008

Os primeiros Fundos Especiais de Investimento surgiram em 2004 com o objectivo de dar uma maior margem de manobra às sociedades gestoras, para que estas pudessem levar a cabo políticas de investimento “alternativas”.

Os fundos de investimento sempre foram um excelente veículo de poupança para os pequenos investidores. Montantes mínimos acessíveis à maioria das bolsas, investimento bastante diversificado, acesso a inúmeros mercados, facilidade de subscrição e resgate e elevada transparência são apenas algumas das qualidades dos fundos.

Contudo, desde 2004, o panorama alterou-se com o surgimento dos primeiros Fundos Especiais de Investimento (FEI). Na altura, o objectivo era dar uma maior margem de manobra às sociedades gestoras, para que estas pudessem levar a cabo políticas de investimento “alternativas”. O que, de facto, sucedeu.

Primeiro surgiram fundos dedicados aos hedge funds , mas cuja unidade de participação é apenas divulgada uma vez por mês e os resgates podem demorar meses. Seguiram-se os fundos cujo objectivo é gerar um rendimento superior à Euribor, seja qual for a evolução do mercado. E, por fim, surgiram os FEI com capital garantido para atrair os clientes normalmente mais avessos ao risco. Estes FEI, infelizmente, não são mais do que Instrumentos de Captação de Aforro Estruturados (ICAE), mas com outra designação.

Por outras palavras, quem aplicar, por exemplo, num fundo de acções nacionais sabe que, em regra, o rendimento irá evoluir no mesmo sentido da Euronext Lisboa. Além disso, pode consultar o valor do investimento diariamente e pedir o resgate quando assim o entender. Ao invés, quem subscrever um FEI poderá ter de prescindir de várias das qualidades de um fundo “normal”. De que depende o rendimento? Posso saber de imediato quanto vale o meu investimento? E se quiser resgatar já, é possível?

Assim, os FEI abriram novas portas aos investidores mas, tal como era a intenção inicial do legislador, esses novos horizontes devem ser destinados apenas aos investidores que consigam compreender a complexidade destes produtos e estejam dispostos a assumir os riscos inerentes. Contudo, sabemos que nem sempre a prática cumpre este bom princípio. Por isso, quando lhe propuserem um FEI tenha em atenção que todo o cuidado é pouco. De qualquer modo, pode contar sempre com a PROTESTE POUPANÇA para uma análise atenta a estes produtos.