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Governo das Sociedades: mais transparência 04/05/2009

Após uma avaliação a 363 empresas, conclui-se que, em Portugal, há muito a fazer no âmbito do Governo das Sociedades

A PROTESTE POUPANÇA voltou a realizar um estudo sobre o Governo das Sociedades, que abrangeu 363 empresas nacionais e estrangeiras. O estudo centrou-se nos três vectores que espelham o bom ou mau Governo das Sociedades praticado pelas empresas cotadas em Bolsa: os direitos dos accionistas, o funcionamento do conselho de administração e a transparência financeira.

Infelizmente, os resultados continuam a não ser brilhantes . Num máximo total de 10 pontos, o resultado médio foi de apenas 5,4 pontos. Por cá, a situação melhorou, mas ainda estamos entre os últimos. Com efeito, a média das empresas nacionais subiu de 4,5 para 4,9 pontos. No entanto, muitas das empresas com maior peso na Bolsa ficaram no fundo da tabela.

A crise financeira revelou graves problemas na governação das empresas e a falta de fiabilidade da informação divulgada pelas próprias empresas, auditores e agências de rating. Se em anteriores estudos a PROTESTE POUPANÇA tinha alertado para a necessidade de melhorar o Governo das Sociedades, o momento actual torna imprescindível a introdução de mais medidas para reforçar as obrigações das empresas.

Deste modo, a PROTESTE POUPANÇA vai apresentar novamente à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários um conjunto de propostas para melhorar o Governo das Sociedades em Portugal. Além disso, é necessário que as recomendações da CMVM neste âmbito tenham um carácter obrigatório e não meramente sugestivo, pois só assim é que a transparência e o desempenho das empresas nacionais poderá ser bastante melhor.

Este também foi um dos temas abordado no seminário da DECO  subordinado ao tema "O Governo das Grandes Empresas, a  Regulação e os Interesses dos Consumidores".

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