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Fracasso de OPA hostis 08/03/2010

Apesar da euforia bolsista, os mercados não têm sido favoráveis para as ofertas públicas de aquisição, nomeadamente na Bolsa portuguesa

Apesar da euforia bolsista, durante largo tempo, os mercados não têm sido favoráveis para as ofertas públicas de aquisição (OPA) hostis, nomeadamente na Bolsa nacional.

Uma OPA hostil significa que a actual administração considera a oferta insuficiente e aconselha os accionistas a não vender as acções. Em Portugal são exemplos falhados as tentativas de OPA do BCP sobre o BPI, da Sonae sobre a PT e, mais recentemente, da brasileira CSN sobre a Cimpor.

Normalmente, o sucesso ou o fracasso de uma OPA depende das condições da oferta, isto é, das leis de mercado. Contudo, nem sempre as normas são assim tão claras.

Em primeiro lugar, há empresas cujos estatutos permitem minorias de bloqueio, existem golden shares, normalmente utilizadas pelo Estado, ou o principal accionista bloqueia o processo de forma a exercer algum controlo sobre as decisões estratégicas das empresas.

A PROTESTE POUPANÇA, no âmbito do bom governo das sociedades, sempre se opôs a esses mecanismos que visam apenas proteger os grandes accionistas em detrimento dos pequenos investidores.

O caso recente da Cimpor veio realçar ainda outro problema, isto é, a coordenação conjunta de alguns grandes accionistas que recusaram a oferta. Ora se estes actuam de forma coordenada, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários deverá averiguar se estes não terão de lançar obrigatoriamente uma OPA sobre a Cimpor.

Pela nossa parte, vamos continuar a seguir atentamente os próximos desenvolvimentos.