Finanças pessoais: diversifique os seus rendimentos

Data da publicação: 13/04/2012

Se variar as fontes de rendimento fica no caminho para multiplicar o seu dinheiro e ainda aumenta a proteção contra imprevistos.

Substituição de rendimentos

É natural que a origem dos seus rendimentos mude ao longo da vida. Embora o trabalho por conta de outrem seja o mais importante entre os mais jovens (representa mais de 60% das receitas dos agregados em que o indivíduo com maior rendimento da família tem menos de 30 anos, segundo o Instituto Nacional de Estatística), a tendência é para o seu peso diminuir progressivamente até à aposentação (fornece somente 7% dos rendimentos dos maiores de 65 anos).

A substituição de rendimentos não se resume à troca de vencimentos de trabalho por conta de outrem por pensões à medida que a idade dos portugueses avança. Por exemplo, é após a reforma que os recebimentos não monetários (como os rendimentos em géneros) atingem o seu máximo. Além disso, é entre os 45 e os 64 anos que o trabalho por conta própria alcança o seu auge.

Embora as fontes de receitas estejam em constante mutação com a idade, há sempre uma elevada concentração num único tipo de rendimento. Até aos 65 anos, o trabalho por conta de outrem representa sempre mais de 50% das receitas das famílias portuguesas; após essa idade, são as pensões que concentram 63% das fontes de rendimento.

Numa altura de crise económica, os portugueses precisam de diversificar os seus rendimentos para aumentarem os seus patrimónios e para ficarem mais protegidos de imprevistos, como o desemprego, que já atinge 771 mil pessoas.

 

Nem todos os rendimentos são iguais

Além de surgirem tradicionalmente em diferentes fases da vida, os vários tipos de rendimento são díspares. O trabalhador por conta de outrem vive num cenário de baixo risco quando comparado com um trabalhador independente, que tem de revelar uma dose elevada de confiança no seu trabalho para assumir um pouco mais de risco na sua vida profissional.

Já um perfil de um trabalhador por conta própria pressupõe um elevado risco, dado que muitas vezes a atividade que desenvolve não vinga. Em alguns casos, como nos dos investidores, os rendimentos podem ser ajustados ao risco que estão dispostos a correr.

No planeamento financeiro é preciso ter atenção às expectativas de evolução dos rendimentos. No caso dos trabalhadores por conta de outrem, é normal os rendimentos aumentarem nos primeiros anos e, à medida que o tempo passa, tenderem a estabilizar e, posteriormente, a diminuir. Ao entrar na reforma, em regra, recebe-se menos dinheiro do que aquilo que se auferia no ativo. Já a curva de rendimentos de um trabalhador independente é errática devido à inconstância do seu trabalho ao longo do tempo.

Por sua vez, um trabalhador por conta própria tem uma linha de rendimento não contínua dependendo do ciclo de vida do seu produto ou da sua empresa. O investidor tem um rendimento oscilante, tendencialmente em sintonia com os ciclos das bolsas.

 

Prefira rendimentos passivos

Os rendimentos do trabalhador por conta própria e do investidor são, potencialmente, os mais interessantes em termos de retorno financeiro. Além disso, enquanto um trabalhador dependente tem que despender de muito tempo e energia para obter o seu rendimento, um investidor, por exemplo, pode aumentar a sua riqueza dedicando-se menos.

Se puder escolher entre um rendimento ativo e um passivo, prefira o último. Enquanto um rendimento ativo resulta de salários ou doutra fonte de rendimento resultante de um serviço prestado, um rendimento passivo é obtido através de um investimento imobiliário, de uma parceria numa empresa, de aplicações financeiras, de dividendos, de juros ou de royalties.

Contudo, a escolha do tipo de rendimentos nem sempre é uma questão de vontade. Muitas pessoas não reúnem as características ou o dinheiro para serem trabalhadores por conta própria ou investidores.

Regra geral, os trabalhadores por conta própria são muito ágeis e estão dispostos a lidar com a incerteza. No caso dos investidores, muitos acabam por revelar uma aversão não ao risco mas à perda, fazendo escolhas emocionais e não combinam diversos ativos na carteira.

 

Necessidades por fase financeira

Em alturas distintas da vida existem diferentes necessidades que precisam de ser preenchidas. Num primeiro momento, há que lançar as bases. É o início da carreira, a aposta na educação em que os esforços são canalizados para desenvolver certas aptidões. Nesta fase, que deve ter uma estrutura de custos leve, não se deve recorrer à dívida. Apesar de haver mais propensão para o risco, é preciso manter liquidez suficiente para a categoria de trabalho que escolher.

Numa segunda fase, a de acumulação, o rendimento tenderá a aumentar, bem como os ativos, como depósitos, ações e fundos de investimento. Como o horizonte temporal até à aposentação ainda é elevado, existe uma tendência para correr riscos acima da média, pois ainda se tem tempo para recuperar caso alguma coisa venha a correr mal. Nesta altura, deve-se investir e diversificar os seus rendimentos por diferentes classes de ativos.

A terceira fase, a de manutenção, está associada à reforma e à preservação da riqueza. Deve-se reduzir a exposição ao risco mediante os objetivos financeiros que traçou. O retorno dos seus investimentos deve ser superior à poupança mensal.

Poderá ainda existir uma fase de distribuição, em que a principal preocupação é a forma como se vai transferir a riqueza que foi criada durante toda a vida.

Em Portugal, a passagem à reforma é desastrosa: o rendimento líquido anual médio por agregado cai 47% a partir dos 65 anos, de acordo com o INE. Ora, de modo a poder evitar uma situação dessas, é fundamental que faça o seu planeamento financeiro em que são definidos critérios como o risco e o retorno que pretende, o horizonte temporal, a liquidez, a segurança e a fiscalidade.

 

Nós ajudamos

Para o ajudar no seu planeamento financeiro, pode contar com os nossos conselhos, os cursos financeiros de finanças pessoais e investimentos e as diversas ferramentas disponíveis no portal financeiro, como a “Onde Investir” e a calculadora da poupança mensal. Nesta última, coloque o capital que quer acumular, o número de anos em que irá poupar, o montante que tem à partida e a rentabilidade esperada para saber quanto deve amelhar todos os meses.

Uma pessoa que tenha um salário mensal de 1000 euros e queira acumular 50 mil euros para complementar a pensão de reforma dentro de 30 anos tem de poupar 87 euros por mês, caso consiga uma rentabilidade anual de 5 por cento. Ou seja, basta aplicar cerca de 9% dos seus rendimentos para fazer toda a diferença no longo prazo.

 

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