Evolução da distribuição dos conselhos sobre ações
Distribuição dos conselhos em acções em 03/11/200803/11/2008
As Bolsas estão em queda abrupta, com receios de recessão económica e com uma crise de confiança sem paralelo nos últimos anos.
Mercados accionistas mais atractivos…
Os mercados accionistas estão mais atractivos, após as quedas verificadas nos últimos tempos (ver quadro 1), mas não estão necessariamente baratos, uma vez que as perspectivas de crescimento foram igualmente revistas em baixa.
Apenas o Reino Unido está barato. Os restantes mercados que acompanhamos, estão quase todos correctos, embora muitos se encontrem perto de barato.
| 1. EVOLUÇÃO DAS PRINCIPAIS BOLSAS | |||||
| Bolsa | Últimos 3 meses em % | 2008 em % | Bolsa | Últimos 3 meses em % | 2008 em % |
| Lisboa | -25,1 | -51,1 | N. Iorque | -26,0 | -35,1 |
| Madrid | -23,3 | -40,0 | Nasdaq | -23,6 | -34,0 |
| Frankfurt | -23,0 | -38,2 | Londres | -19,1 | -32,2 |
| Paris | -20,6 | -37,9 | Zurique | -13,8 | -27,5 |
… mas tempos complicados
Por norma, os investidores antecipam os acontecimentos para avaliar as empresas. Deste modo, a crise dos mercados antecipou a esperada recessão económica. Uma crise com consequências gravosas, com instituições financeiras a falirem, outras a serem “nacionalizadas” e a maior parte dos Governos a disponibilizarem linhas de crédito para “salvar” os sistemas financeiros.
Sendo consensual que muitas economias entrarão em recessão, a grande incógnita é saber a duração da mesma. Há mesmo quem compare o período actual à Grande Depressão de 1929 (da qual as Bolsas demoraram 25 anos a recuperar).
No entanto, a situação nos dias de hoje é mais estável. O PIB dos EUA recuou 0,3% no terceiro trimestre, período que não inclui a falência do Lehman Brothers e os factos subsequentes. E agora as autoridades agem de forma pro-activa e concertada, como na acção dos bancos centrais, que cortaram as taxas de juro em 0,5 pontos percentuais no início de Outubro.
Mais risco, mais prudência
O actual período é de enorme incerteza, o que se reflecte na variação diária das Bolsas. Tornou-se “normal” os índices subirem ou descerem 4, 5 ou até 10% numa sessão. Deste modo, a volatilidade está em níveis considerados, até há pouco tempo, inimagináveis, nomeadamente em Outubro (ver quadro 2).
Normalmente, períodos de fortes aumentos da volatilidade são considerados como um sinal de inversão de tendência. Pela nossa parte, preferimos aguardar dados mais concretos antes de recomendarmos uma entrada massiva no mercado accionista.
| 2. VOLATILIDADE NAS BOLSAS | |||||
| Bolsa | Volatilidade em % | Bolsa | Volatilidade em % | ||
| Jan-Set | Out | Jan-Set | Out | ||
| Lisboa | 25,3 | 69,8 | N. Iorque | 26,9 | 81,1 |
| Madrid | 29,9 | 81,8 | Nasdaq | 28,5 | 77,1 |
| Frankfurt | 24,9 | 78,8 | Londres | 27,2 | 86,5 |
| Paris | 28,5 | 83,0 | Zurique | 25,6 | 74,6 |
POUPANÇA ACÇÕES recomenda
Neste período, a prudência deverá estar ainda mais presente. Deixámos de recomendar compras no sector financeiro porque apresenta um risco superior ao resto do mercado (as grandes dificuldades deram-se em bancos ou seguradoras).
Quanto aos restantes títulos, recomendamos somente a compra de 16 acções (num total de 151 acções).
DISTRIBUIÇÃO DOS CONSELHOS
(em % do total)

O período actual de incerteza leva-nos a estar mais prudentes. Apenas recomendamos a compra de 16 acções entre os 151 títulos que acompanhamos.
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