Evolução da distribuição dos conselhos sobre ações

Distribuição dos conselhos de acções em 26/02/200826/02/2008

Em 2008, os mercados financeiros têm recuado, o que, em nossa opinião, trouxe algumas oportunidades de investimento. Veja como estão distribuídos os nossos conselhos.

O receio de uma recessão económica a nível mundial, em especial nos Estados Unidos, a crise do subprime, a fraude de que foi alvo o Société Générale ou mesmo o facto das Bolsas mundiais terem tido, em 2007, o seu quinto ano consecutivo de subida são várias das razões apontadas para justificarem o mau início de 2008, onde os principais mercados apresentam quedas a rondar os 14%. Por cá, o PSI-20 já desvalorizou 15,5%. No entanto, em nossa opinião, apesar das dificuldades, existem algumas boas oportunidades de compra, sempre com um horizonte de investimento de longo prazo (no mínimo, 5 anos).

 

Apesar das Bolsas da Europa continental continuarem menos atractivas que as congéneres americana e britânica, também pela expectativa de evolução cambial das respectivas divisas, a queda dos mercados tornou alguns títulos do “velho continente” baratos que, assim, ganharam peso relativo face aos dois mercados anglo-saxónicos acima citados (ver quadro abaixo). Neste particular, destaque para Lisboa que, face a Outubro de 2007 (ver POUPANÇA ACÇÕES n.º 522), passou de 1 acção de compra para 5.

 

Conselhos de compra por mercados

Bolsa

Acções de compra

Em % dos conselhos de compra

Londres

15

29,3%

Nova Iorque

9

17,6%

Paris

6

11,8%

Lisboa

5

9,8%

Bruxelas

3

5,9%

Frankfurt

3

5,9%

Zurique

3

5,9%

Amesterdão

2

3,9%

Madrid

2

3,9%

Milão

1

2,0%

Nasdaq

1

2,0%

Helsínquia

1

2,0%

Total

51

100%


DISTRIBUIÇÃO DOS NOSSOS CONSELHOS
(em % do total)

Actualmente, das 151 acções que acompanhamos, recomendamos a compra de 51 títulos. Além disso, aconselhamos manter 63 empresas.

O sector financeiro acolhe, actualmente, uma parte substancial dos nossos conselhos de compra. Sendo um dos sectores mais afectados com a crise e apesar de, no curto prazo, poder continuar sob pressão, acreditamos que a desvalorização é excessiva. Com selectividade, pode encontrar algumas boas oportunidades para o longo prazo.

 

Face a Outubro último, o número de acções de compra aumentou (de 48 para 51), mas também o número de acções de venda (de 36 para 37). Assim, a queda dos mercados não torna as acções necessariamente baratas. Há que ser criterioso e analisar, caso a caso, se a acção está atractiva. Consulte as fichas detalhadas para ver o conselho para cada uma das empresas que seguimos.

 

Conselhos de compra por sector de actividade

Sector de actividade

Acções de compra

Em % dos conselhos de compra

Financeiro

24

47,0%

Industriais e serviços diversos

5

9,8%

Energia e Serviços Públicos

4

7,8%

Tecnológico

4

7,8%

Lazer e Media

3

5,9%

Farmacêutico

3

5,9%

Operadores de Telecomunicações

3

5,9%

Automóvel

2

3,9%

Construção e imobiliário

1

2,0%

Químico

1

2,0%

Alimentação e bebidas

1

2,0%

Total

51

100%

 

Mais acções de compra e também de venda

 

Sector financeiro: uma aposta de risco?

 

Lisboa ganha peso

 

Receio de recessão


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