Evolução da distribuição dos conselhos sobre ações
Distribuição dos conselhos de acções em 16/10/200716/10/2007
Após a queda generalizada das cotações que se verificou no período estival, o peso dos conselhos de manter e comprar é agora maior no total das nossas recomendações. Veja como estão distribuídas.
A crise do subprime
A crise no segmento do subprime do crédito hipotecário norte-americano trouxe algum nervosismo aos mercados financeiros que recuaram face aos máximos alcançados em meados de Julho. Mas a descida das taxas de juro nos Estados Unidos em Setembro permitiu aos índices voltarem novamente aos ganhos. Assim, em 2007, o índice europeu DJ Stoxx 50 regista um ganho de 6,4% e o S&P 500 de 10,1% (+2,5% em euros, devido à depreciação do dólar face à moeda única). Já o PSI-20 valoriza 14,4%.
Londres e Nova Iorque mais atractivos
Apesar da crise ter impacto nas contas das empresas, a recente correcção colocou algumas acções mais apetecíveis. Por mercados, o britânico e o americano continuam a ser os mais atractivos, tendo igualmente em conta a nossa perspectiva para a evolução cambial a médio e longo prazo. Mais de metade dos nossos conselhos de compra (ver quadro) recaem sobre acções destas duas Bolsas. De referir, todavia, que mesmo em Bolsas que consideramos menos atractivas poderão existir boas oportunidades de compra. É o caso do grupo financeiro sueco Nordea que aconselhamos comprar, cotado em Estocolmo, uma Bolsa que está cara.
| Os nossos conselhos de compra por mercados | ||
| Bolsa | Acções de | Em % dos conselhos de compra |
| Londres | 15 | 31,25% |
| Nova Iorque | 11 | 22,92% |
| Paris | 5 | 10,42% |
| Zurique | 4 | 8,33% |
| Frankfurt | 3 | 6,25% |
| Amesterdão | 2 | 4,17% |
| Bruxelas | 2 | 4,17% |
| Madrid | 2 | 4,17% |
| Estocolmo | 1 | 2,08% |
| Lisboa | 1 | 2,08% |
| Milão | 1 | 2,08% |
| Nasdaq | 1 | 2,08% |
| Total | 48 | 100% |
Apesar da crise, apostamos no sector financeiro
Acreditamos que a crise no crédito hipotecário apenas irá ter um impacto pontual em alguns bancos, como é o caso do Crédit Suisse Groupe e do Deutsche Bank (ambas as acções são de comprar) que já afirmaram que os lucros do terceiro trimestre ficarão aquém do esperado. Pensamos ainda que não existirá um grande impacto a longo prazo sobre o sector. Assim, o sector financeiro acolhe a maior fatia dos nossos actuais conselhos de compra (ver quadro).
| Os nossos conselhos de compra por sectores | ||
| Sector | Acções de | Em % dos conselhos de compra |
| Financeiro | 22 | 45,84% |
| Energia e serviços públicos | 4 | 8,33% |
| Oper. de telecomunicações | 4 | 8,33% |
| Industriais e serviços diversos | 4 | 8,33% |
| Farmacêutico | 3 | 6,25% |
| Lazer e media | 3 | 6,25% |
| Tecnológico | 3 | 6,25% |
| Automóvel | 2 | 4,17% |
| Químico | 2 | 4,17% |
| Alimentação e bebidas | 1 | 2,08% |
| Total | 48 | 100% |
O caso português
Actualmente, e na Bolsa nacional, apenas uma acção tem o conselho de compra: a Estoril-Sol, que está barata mas tem pouca liquidez. Nos últimos meses, alterámos o conselho de diversas acções de vender para manter (BCP, EDP, Galp, Cimpor, Semapa…). Assim, das 35 acções nacionais que acompanhamos, 16 estão correctas e o conselho é manter.
DISTRIBUIÇÃO DOS NOSSOS CONSELHOS
(em % do total)

Após a descida generalizada das Bolsas em Agosto, passámos a ter 48 conselhos de compra e 66 de manter entre as 150 acções que acompanhamos.
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