Didático
O termo crash é utilizado para descrever uma situação em que uma ou mais bolsas sofrem uma queda súbita e, geralmente, de grande amplitude. Embora não seja um fenómeno frequente, especialmente nos mercados mais desenvolvidos, a verdade é que pode acontecer. Foi o caso em janeiro de 1995 devido ao terramoto ocorrido em Kobe, no Japão, ou na sequência dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.
Ao longo da história económica, alguns crashs ficaram famosos, devido aos danos que causaram, com poucos investidores a saírem ilesos. Por isso, tornou-se célebre a história de um americano que conseguiu escapar ao crash da Bolsa de Wall Street em outubro de 1987: decidiu vender todos os títulos que possuía, depois de ouvir o seu motorista gabar-se das ações que tinha acabado de comprar. Pouco depois, a bolsa nova-iorquina começava a cair, atingindo uma quebra de 23% num só dia. Para aquele investidor, as palavras do motorista soaram como um oportuno alerta para o período de insensata euforia que então se vivia.
A melhor precaução contra um crash é ter consciência de que os mercados de ações não são jogos de roleta russa. Fundamentam-se em informações e decisões racionais dos investidores, que, geralmente, se baseiam em análises de especialistas. Mas, apesar disso, os mercados atravessam, por vezes, períodos de grande irracionalidade, a que convém estar atento. Mais cedo ou mais tarde, os desvios serão corrigidos, pelo que o melhor, para o investidor cauteloso, é "jogar na antecipação" e tomar decisões corajosas, mas serenas. Normalmente, a euforia é má conselheira.



