Comentários de Bolsa

Comentário de Bolsa: 11/Mar/201011/03/2010

As Bolsas europeias fecharam ligeiramente negativas, penalizadas por dados económicos um pouco abaixo do esperado. Lisboa não foi excepção.

PSI-20 perde 0,1%

A Bolsa nacional acompanhou a queda ligeira das suas congéneres europeias e fechou a perder 0,1%. Pela negativa, destaque para as quedas da EDP Renováveis (-1,8%) e da Brisa (-1,7%). A banca, com excepção do BCP (inalterado), também seguiu a queda do sector na Europa, com o BES e o BPI a recuarem 0,4 e 0,3%, respectivamente.


Pela positiva, destaque sobretudo para a Altri (+6,4%) que, apesar de ter registado elevados prejuízos no ano 2009, divulgou lucros no quarto trimestre que superaram as previsões e que evidenciam uma boa recuperação da sua actividade. Além disso, a empresa continua a beneficiar da subida do preço da pasta, o mesmo acontecendo com a Portucel, que valorizou 4,8%.

Já após o fecho da Bolsa, a Impresa (+1,3%) anunciou lucros trimestrais que superaram as nossas estimativas. Por sua vez, a Cofina (+0,9%) registou prejuízos no quarto trimestre um pouco superiores ao que esperávamos devido a uma estimativa para impostos mais elevada. Porém, a nível operacional, os resultados foram favoráveis e superaram o que prevíamos.

A nível macroeconómico, o INE anunciou uma queda de 0,2% do PIB nacional do terceiro para o quarto trimestre. Depois de dois trimestres consecutivos a subir, este dado negativo volta a levantar receios de que Portugal possa entrar novamente em recessão.

Europa volta aos ganhos
Após a boa subida de ontem, as Bolsas europeias fecharam hoje em queda ligeira, com Madrid (-0,7%) a liderar as perdas. Por sua vez, os mercados norte-americanos também seguem nesta altura com descidas pouco significativas depois dos pedidos semanais de subsídio de desemprego terem diminuído um pouco menos do que era esperado e da inflação chinesa ter atingido o valor mais alto dos últimos dezasseis meses.

Na Europa, o sector das matérias-primas (-1,2%) foi o mais penalizado, seguido dos sectores bancário (-0,7%) e químico (-0,6%). Ao invés, os construtores automóveis (+1,0%) lideraram os ganhos, beneficiando sobretudo da forte valorização da Volkswagen VZ (+7,7%).

As Euribor tiveram comportamentos opostos, com a taxa a três meses a fixar um novo mínimo histórico nos 0,650% enquanto a taxa a seis meses subiu ligeiramente para 0,957%. Já o preço do petróleo recuou um pouco para um valor ligeiramente inferior aos 80 dólares por barril.

Bolsas

Outras cotações

Lisboa

-0.1%

USD (em euros)

0.7322

Frankfurt

-0.1%

GBP (em euros)

1.1006

Londres

-0.4%

JPY (em euros)

0.0081

Madrid

-0.7%

CHF (em euros)

0.6839

Nasdaq

+0.8%

Euribor 3M

0.650%

Nova Iorque

+0.5%

Euribor 6M

0.957%

Paris

-0.4%

Petróleo (USD)

79.8

Zurique

-0.3%

Ouro (USD)

1107.4

Acções nacionais

Altri

+6.4%

Cortic. Amorim

-3.3%

Portucel

+4.8%

EDP Renováveis

-1.8%

Mota-Engil

+3.3%

Brisa

-1.7%

Semapa

+2.3%

Ibersol

-1.5%

Teixeira Duarte

+2.2%

Martifer

-1.4%

 

Acções estrangeiras

Volkswagen VZ

+7.7%

Lagardère

-7.3%

Natuzzi

+4.4%

Omega Pharma

-3.6%

Seaspan

+3.7%

Alstom

-2.7%

US Ecology

+2.9%

UCB

-2.6%

BT Group

+2.7%

Psion

-2.2%

As Bolsas e as acções americanas referem-se ao fecho do dia anterior. Maiores subidas/descidas dos títulos seguidos na POUPANÇA ACÇÕES

 

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