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Certificados agora são outros 02/09/2010
Subida dos resgates dos Certificados de Aforro contrasta com êxito das subscrições dos Certificados do Tesouro. Aforradores podem estar a transferir poupanças para novo produto do Estado.
Até final de Julho, os cofres do Estado perderam 569 milhões de euros com a fuga aos Certificados de Aforro. Mas, só nesse mês, foram aplicados 158 milhões de euros em Certificados do Tesouro. Os aforradores podem estar a transferir as poupanças para o produto de médio e longo prazo do Estado.
Os Certificados de Aforro acumulam este ano, até final de Julho, um saldo negativo de 569 milhões de euros, ou seja, os resgates são superiores às novas emissões. Aliás, depois de 2008, este é o ano em que a diferença entre as novas emissões e os resgates de Certificados de Aforro é maior.
Para esta perda de interesse, têm contribuído as alterações efectuadas nesta aplicação em 2008, a descida das taxas de curto prazo que se verificou nestes últimos anos e, em Julho, o surgimento de uma alternativa: os Certificados do Tesouro.
Já os Certificados do Tesouro, a nova aplicação de dívida pública disponibilizada desde Julho, registaram 158 milhões de euros em subscrições apenas nesse mês. Certamente, muitos aforradores estão a deslocar as poupanças dos Certificados de Aforro para os do Tesouro. Mas tenha atenção que tal só vale a pena transferir se tiver a certeza de que não vai mobilizar o capital, pelo menos, nos próximos cinco anos.
A manter-se esse ritmo de subscrições, o Estado poderá, até ao final do ano, compensar o saldo negativo dos Certificados de Aforro.
Em Setembro, a taxa base para as novas subscrições de Certificados de Aforro mantém-se em 0,8% líquida. Para quem já tem as séries antigas (A e B), a taxa base é de 0,5%. Assim, quem tenha há mais de quatro anos, está a usufruir um rendimento líquido de 2,1%.
As taxas da emissão dos Certificados do Tesouro em Setembro já foram divulgadas no sítio do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP): 1,1% líquida para quem investir por prazos até 4 anos, 3% para quem investir entre 5 e 9 anos e 4% para o prazo de 10 anos.
A emissão e o resgate dos Certificados do Tesouro podem ser efectuados directamente nos balcões das entidades para o efeito contratadas pelo IGCP, os CTT. Está também disponível a subscrição de Certificados e outras funcionalidades na Internet através do AforroNet, em http://aforronet.igcp.pt.



