Carteiras: gerir as poupanças como um profissional
Para tirar melhor partido das suas poupanças não precisa ser milionário, basta optar por uma carteira de fundos bem desenhada.
Algumas regras simples
Para constituir uma boa carteira é necessário seguir algumas regras simples. Antes de mais, é necessário ter uma visão dos diferentes mercados nos quais os fundos investem. É o futuro que interessa e não o passado.
Assim, uma boa carteira de investimento deve ser elaborada com base em três elementos:
- O primeiro é o rendimento, o qual se baseia na evolução esperada para os mercados, para os dividendos, para as taxas de juro e para as divisas.
- O segundo elemento é o risco, sendo medido pelas flutuações de valor dos vários ativos.
- O terceiro é a correlação, isto é, a medida de como uns mercados reagem à evolução dos outros. Graças à correlação, as ações e as obrigações na mesma carteira de investimento podem reduzir o risco sem que o rendimento potencial seja afetado em demasia.
Mas há também que contar com alguns aspetos mais pessoais. O horizonte do investimento: quanto mais tempo puder ter o dinheiro imobilizado, mais poderá arriscar, aumentando a exposição às ações. E o perfil de risco: quanto mais recear o risco, mais deve privilegiar as obrigações e os Certificados do Tesouro.
As expectativas também devem ser confrontadas com a realidade, ou seja, a disponibilidade dos fundos no mercado. Por exemplo, de que serviria o enorme potencial da China se não estivessem disponíveis fundos de ações chinesas?
Por fim, surge a principal questão: Que rendimento pode esperar? Devido à possibilidade de criar numerosas combinações possíveis, assumindo um maior ou menor nível de risco, pode se esperar rendimentos muito diferentes. Por regra, quanto maior o peso atribuído aos fundos de ações, maior poderá ser a rentabilidade obtida no longo prazo.
As nossas carteiras, à sua medida
Para facilitar a sua tarefa, propomos nove carteiras para perfis e horizontes de investimento diferentes. Todas elas otimizam a relação entre os três elementos referidos: rendimento, risco e correlação. Basta dispor de algum tempo para acompanhar a evolução dos mercados para constituir a sua própria carteira de fundos e, ao longo do tempo, ir fazendo alguns ajustamentos.
A partir de dez mil euros já poderá ter uma carteira bem diversificada. Se por algum motivo não quiser ou não puder seguir à risca os mercados e as repartições indicadas, não é grave. As carteiras apresentadas servem, acima de tudo, como guia, pelo que cada investidor deve adaptá-las à sua situação pessoal.
Fundos mistos: uma alternativa
Não dispõe de tempo e dinheiro para investir? Então os fundos de investimento mistos, aqueles que combinam exposições aos mercados de ações e obrigações, podem ser a solução.
Em primeiro lugar, pode subscrever com montantes mínimos, em regra, reduzidos, e ao alcance mesmo daqueles que dispõem apenas de pequenas quantias. Normalmente, com 500 euros já é possível investir.
Em segundo lugar, ao apostar num fundo misto, o aforrador passa a deter uma carteira diversificada por muitos títulos e diferentes tipos de aplicações (ações, obrigações de taxa fixa e variável, depósitos bancários, outros fundos, etc.).
Os fundos mistos definem igualmente, nos respetivos prospetos, limites para o investimento em ações e noutras aplicações. Esse facto permite que o investidor opte por um fundo mais adequado ao seu perfil de risco.
Contudo, a maior simplicidade dos mistos tem uma importante desvantagem. Uma carteira de fundos gerida de forma mais ativa, como as carteiras da PROTESTE INVESTE, tem um potencial de apreciação mais elevado.
Vantagens de ter uma carteira de fundos
A subscrição e o resgate dos fundos podem ser facilmente efetuados junto dos bancos comercializadores. O potencial de valorização é elevado quando comparado com as aplicações mais tradicionais, como os depósitos. Além disso, pela sua natureza, os fundos permitem um investimento bastante diversificado e adequado aos mais diversos perfis de risco.
No entanto, o investidor deve estar consciente que o capital não está garantido e que o prazo de investimento recomendado é de vários anos. No caso das carteiras desenhadas pela equipa da PROTESTE INVESTE, o mínimo aconselhado é a partir de cinco anos.
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