Comunicados de imprensa

Benefícios fiscais dos PPR regressam, mas mais magros 10/02/2006

Com o novo ano regressaram também os benefícios fiscais dos Planos Poupança Reforma, mas agora sem a vertente “educação. A dedução fiscal é inferior à que existia em 2004 e a tributação do rendimento destes planos aumentou. Mas, apesar do emagrecimento dos benefícios fiscais, voltamos a recomendar esta aplicação, especialmente a partir dos 40 anos.

Planos Poupança Reforma: Benefícios fiscais dos PPR regressam, mas mais magros!

Com o novo ano regressaram também os benefícios fiscais dos Planos Poupança Reforma, mas agora sem a vertente "educação". A dedução fiscal é inferior à que existia em 2004 e a tributação do rendimento destes planos aumentou. Mas, apesar do emagrecimento dos benefícios fiscais, voltamos a recomendar esta aplicação, especialmente a partir dos 40 anos.
Deve investir até ao montante mínimo que permite a dedução máxima. Ou seja, em 2006, não deverá aplicar mais de 2.000, 1.750 ou 1.500 euros, consoante tenha menos de 35 anos, entre 35 e 50 anos ou mais de 50 anos, respectivamente.
Quantias excedentes devem ser canalizadas para produtos com maior liquidez e maior potencial de rendimento. No n.º 270 da Poupança Quinze apresentamos as nossas Escolhas Acertadas para quem pretenda subscrever um destes produtos.
Entre os PPR constituídos sobre a forma de fundos de investimento ou de pensões recomendamos o PPR/E Património Reforma Prudente , PPR/E Património Reforma Equilibrado (ambos da SGF) e o BPI Reforma Investimento PPR/E.
Nos seguros, as nossas Escolhas repartem-se entre o PPR/E BPN , Valor Duplo PPR/E e PPR/E Açoreana (com um rendimento mínimo de 3%) e o Eurovida PPR/E Segurança e Gan PPR/E XXI (com garantia de capital, mas sem rendimento mínimo).

Rendimento Garantido: Taxa base dos Certificados mantém-se em 1,9%

Depois das subidas registadas em Dezembro e Janeiro, os Certificados de Aforro , mantêm a taxa base no mês de Fevereiro. As novas subscrições são remuneradas à taxa líquida de 1,9%. As renovações são remuneradas a uma taxa global que, consoante o prémio de permanência, pode variar entre 1,9 e 3,5%. O prémio de permanência semestral acresce 0,2% à taxa base até um máximo de 1,6%, atingido no início do quinto ano.
A Poupança Quinze analisou novos produtos financeiros lançados no mercado em Janeiro e alguns já em Fevereiro, maioritariamente de rendimento fixo (ou dependente da Euribor), mas também um produto indexado a três índices de Bolsa.

  • De rendimento fixo e/ou depende da Euribor: MG Poupança Crescente, MG Aforro Em Caixa 2006, Rendimento Crescente Fevereiro 2006/2008, BPI Rendimento Fixo Crescente 2006/2009, BPI Rendimento Variável 2006/2009 e BPI Rendimento Fixo Crescente 2006/2011. A conclusão foi sempre a mesma: os Certificados de Aforro proporcionam um rendimento superior (ou igual, no limite) e têm maior liquidez.
  • Produto estruturado: o Investimento Global 12%, obrigação de caixa a 5 anos, depende de um cabaz de três índices de Bolsa: Euro Stoxx 50, S&P 500 e Nikkei 225. Mas também não recomendamos o investimento, devido à falta de liquidez e baixas perspectivas de rendimento.

Mercados: Mercados accionistas começam ano com o pé direito

Lá fora, as maiores empresas do mundo já apresentaram os resultados referentes ao último trimestre de 2005. O anúncio de alguns resultados menos bons no sector tecnológico, conjugado com o aumento da incerteza no Médio Oriente e um escândalo financeiro no Japão, provocaram a queda dos índices em meados de Janeiro. Contudo, para o final do mês, os índices conseguiram recuperar terreno e, em regra, registaram ganhos. Em Portugal, a banca deu o pontapé de saída para a época de resultados. Até ao momento, os lucros não desiludiram e ficaram mesmo ligeiramente acima do esperado, sustentando o mercado. Contudo, a grande novidade foi, já em Fevereiro, o anúncio de lançamento de uma OPA sobre a Portugal Telecom por parte da SonaeCom.

Conselhos de Acções
O anúncio preliminar da OPA sobre a Portugal Telecom voltou a colocar as telecomunicações no centro das atenções. Pode manter os títulos da Portugal Telecom e da PT Multimedia. Entre a nossa selecção de empresas inseridas neste sector, aconselhamos a compra de acções do BT Group, Deutsche Telekom, France Télécom e Vodafone Group.

AS MELHORES TAXAS PARA DEPÓSITOS A UM ANO

Conta

Montante mín.

TANB (%)

TANL (%)

BCAGlob@l (BCA)

500

3,1

2,5

BPN Global 3% (BPN)

50.000

3,0

2,4

CaixaGalicia (Euribor a 12 meses)

2.500

2,8

2,2

Bigonline (Euribor a 12 meses)

500

2,8

2,2

Média das taxas de um depósito de 5.000 euros a um ano:

1,1

Fonte: Poupança Quinze . Taxas à data de 3 de Fevereiro de 2006.

 

JANEIRO EM NÚMEROS

Bolsa (índice)

(%)

Avaliação da Bolsa

Euronext Lisboa (PSI-20)

1,8

Correcta

Zona Euro (Euro Stoxx 50)

3,1

Correcta

Londres (FTSE 100)

2,5

Barata

Estados Unidos (S&P 500)

2,6

Correcta

Japão (Nikkei 225)

3,3

Cara

Fonte: Poupança Acções. Valores à data de 31 de Janeiro de 2006.