A semana em bolsa: tendência positiva

Data da publicação: 06/02/2012

As bolsas mantiveram a recente tendência de recuperação graças a bons indicadores económicos nos EUA e ao atenuar dos receios face à crise da dívida pública. Lisboa subiu 1%, apesar dos maus resultados da banca.

Abriu a época de resultados em Portugal

A bolsa nacional acompanhou a tendência positiva das suas congéneres mas com uma subida mais ligeira de 1 por cento.
 
A semana ficou marcada pelo início da época de resultados, com a Portucel (+1,9%) a dar o pontapé de saída ao divulgar bons lucros mas em linha com o esperado. Ao invés, o BPI (-7%) e o BCP (+0,7%) registaram perdas elevadas em 2011 devido sobretudo a imparidades relativas à perda de valor da dívida grega detida e à transferência dos respetivos fundos de pensões para a Segurança Social. O BES também divulgou prejuízos anuais, mas bem menores e prevê regressar aos lucros já este trimestre. Já a Novabase (-1%) obteve lucros abaixo do que prevíamos devido a elevados custos de restruturação.
 
A REN subiu 2,1% depois do Governo anunciar a privatização de mais 40% do capital da empresa por um bom preço. Porém, a liderar os ganhos esteve a Mota-Engil (+20%), após anunciar adjudicações de obras importantes em dois países africanos. Nota final para a ZON Multimédia (-1,7%), cuja assembleia geral aprovou a desblindagem dos estatutos, o que aumenta o potencial especulativo do título.
 

Crise da dívida marca a agenda

A inexistência de novidades negativas na crise da dívida e a descida das taxas de juro de longo prazo em alguns países (5,6% na Itália contra 7,5% no início de janeiro) permitiram aos investidores serenar um pouco os receios das últimas semanas. Ainda assim, estão a aparecer sinais de que a Europa entrará em recessão e subsistem as dificuldades de entendimento nas negociações entre a Grécia e os credores privados para a restruturação da sua dívida.
 
A publicação do prospeto do Facebook com o objetivo da sua introdução em Bolsa foi bem recebida pelo mercado, que vê nisso um sinal de que a forte turbulência bolsista dos últimos tempos poderá estar a dissipar-se.
 

Bolsas novamente em alta

As principais bolsas mantiveram um comportamento positivo na semana, com o S&P 500 a subir 2,2% e o Nasdaq a valorizar 3,2%, estimulados pelos bons números relativos ao mercado de trabalho americano publicados na sexta-feira. Na Europa, a bolsa de Frankfurt destacou-se com uma subida de 3,9% e o Stoxx Europe 50 ganhou 2,9%, apesar de alguns resultados dececionantes. Caso da Unilever (-0,5%), do Deutsche Bank (+1,9%), da Philips (+1,6%) e da AstraZeneca (-0,9%).
 
Já as empresas mineiras progrediram 2,2% na semana graças ao aumento do preço de alguns metais, como o cobre, e à possibilidade de uma fusão entre os gigantes Glencore e Xstrata.
 
Por sua vez, o setor petrolífero subiu 2,1%, apesar dos resultados do quarto trimestre da Royal Dutch Shell (+1,7%) e do seu plano a cinco anos terem desiludido. Contudo, em nossa opinião, o setor permanece atrativo e a nossa ação preferida continua a ser a americana Chevron (+1,5%).
 
Bolsas
Lisboa
+1,0%
Nasdaq
+3,2%
Frankfurt
+3,9%
Nova Iorque
+2,2%
Londres
+2,9%
Paris
+3,3%
Madrid
+2,4%
Tóquio
-0,1%
Milão
+3,1%
Zurique
+2,0%
Ações
Mota-Engil
+20,0%
Soares da Costa
-13,2%
Glintt
+9,1%
BPI
-7,0%
SAG
+4,5%
Teixeira Duarte
-4,8%
Galp Energia
+3,1%
Sonae Capital
-4,3%
Cimpor
+2,5%
Cofina
-3,0%

Variação das cotações entre 27/01 e 03/02, em moeda local
Maiores subidas/descidas dos títulos nacionais seguidos na PROTESTE INVESTE


Para saber mais consulte a ficha detalhada

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