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Da produção às beatas: qual o impacto ambiental do tabaco?

Estilo de vida

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O planeta também respira. E, como todos sabemos, está com bastantes problemas de saúde. O consumo do tabaco não só prejudica quem fuma – e os que o rodeiam – como também o ambiente. Muito antes de o tabaco chegar ao consumidor final, já deixou um rasto de destruição e de fortes impactos ambientais. Tudo começa ainda antes de se ter produzido um só cigarro: a cultura do tabaco implica desflorestação e ocupação de solos. A área desflorestada anualmente corresponde a metade da superfície de um país como Cabo Verde. Além disso, esta cultura requer, obviamente, um consumo considerável de água, calculada em oito vezes mais do que a água necessária para plantar, por exemplo, batatas.

A produção, a distribuição, o consumo e o fim de vida completam esta espiral de impactos ambientais. Contribuem para o aquecimento global – sempre que um cigarro é produzido e fumado emitem-se 14 gramas de CO2. Se fumar um maço por dia, vai ser responsável pela emissão de quase dois quilos de CO2 por semana e quase oito quilos por mês. Some-se a esta equação as embalagens necessárias para acondicionar os cigarros: são ainda mais resíduos que se juntam aos milhões de toneladas que já produzimos todos os anos.

O fumo do tabaco polui o ar que respiramos, e há ainda que considerar o fim de vida de um cigarro, vulgo beata: uma única, estima-se, pode ser capaz de contaminar entre 30 e 1000 litros de água. Contra factos, não há argumentos. Nunca é tarde para deixar de fumar.

Qual o impacto ambiental do tabaco?

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