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Fundos PPR e seguros PPR: quais as diferenças

São os dois produtos de poupança para a reforma, mas enquanto os seguros PPR garantem o capital e têm um rendimento mínimo, os fundos PPR têm mais risco, mas uma rentabilidade potencial mais elevada. Saiba como distingui-los e investir bem.

15 fevereiro 2022
poupar para subscrever PPR

iStock

Há vários produtos de poupança para a reforma. Os PPR são os mais populares devido à diversidade. Há PPR sob a forma de seguro de capitalização, a esmagadora maioria, que garantem, por norma, o capital e proporcionam um rendimento mínimo; e há PPR sob a forma de fundo de investimento, geralmente sem capital garantido, que investem uma parte em ações e têm, por isso, mais risco. 

Se já tem um plano poupança-reforma, mas não sabe se é um bom produto ou se está a proporcionar um bom rendimento, visite o nosso comparador de PPR, onde constam quase 700 PPR, na maioria sob a forma de seguro. Compare com as nossas recomendações e saiba quanto poderia ganhar mais se seguisse os nossos conselhos. Os seguros PPR ainda não divulgaram, porém, os rendimentos relativos a 2021. 

Conheça os PPR mais rentáveis

As diferenças entre fundos e seguros PPR 

Optar por um PPR sob a forma de seguro ou fundo de investimento é escolher caminhos muitos diferentes. Têm regras distintas no que diz respeito à transparência da informação, ao rendimento, à carteira de investimento e comissões, como se sintetiza no quadro abaixo. A entidade supervisora dos seguros pouco tem feito para promover a transparência. Conheça as diferenças entre os dois.

  Seguros PPR Fundos PPR
Capital garantido Sim, mas há exceções Não, mas há exceções
Rendimento garantido Sim, mas há exceções Não
Informação online Escassa Disponível no site da entidade comercializadora
Divulgação do rendimento Anual Diária
Potencial de rendimento Baixo (por regra, acompanha as taxas de juros) Elevado (depende da percentagem de ações na carteira
Comissão de gestão A prática do mercado é não deduzir a comissão ao rendimento O rendimento é líquido
Informação técnica escrita Condições pré-contratuais da apólice Prospeto, Informações Fundamentais ao Investidor (IFI)
Entidade supervisora Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões Comissão do Mercado de Valores Mobiliários

No mercado abundam muitas dezenas de PPR disponíveis para subscrição e algumas centenas que já não permitem novas subscrições. As políticas de investimento são muito diversas. Uns são mais conservadores, moderados ou agressivos, consoante o investimento em ações. Outros têm capital garantido e até um rendimento mínimo, mas nem todos. Todavia, todos têm a vantagem de permitirem o resgate sem penalizações em várias situações além da reforma: desemprego de longa duração, doença grave, incapacidade para o trabalho e até pagar a prestação da casa.

Podem ainda ser facilmente transferidos para outro PPR sem custos, se não tiverem garantia de capital. Caso tenham, os encargos estão limitados a 0,5% sobre o capital a transferir.

A vantagem principal destes produtos é, no entanto, permitirem a criação de um complemento para a reforma a partir de pequenos montantes ajustáveis à possibilidade de cada um. Com as pensões a minguarem, é essencial precaver a reforma. 

Os fundos PPR mais rentáveis

A maior parte dos portugueses posssui PPR sob a forma de seguro por terem o capital garantido. São, contudo, menos rentáveis do que os fundos PPR. No conjunto dos 58 fundos PPR analisados por nós, o rendimento médio foi de 5%, em 2021. Mas, para selecionar os melhores, não basta observar o rendimento do último ano. É preferível usar um período mais alargado, que abarque também fases menos positivas das bolsas, de forma a ter uma maior precisão a avaliar a eficiência das entidades que os gerem. Atualmente temos duas Escolhas Acertadas, e os nossos subscritores podem aceder a condições vantajosas. Ambas renderam 5,5% ao ano, nos últimos cinco anos.

Poupar para a reforma sem risco

Se não lida bem com o risco e faz questão de não perder um cêntimo do dinheiro que aplica, ou se está a 10 anos ou menos da idade em que pensa reformar-se, opte por um PPR sob a forma de seguro com capital garantido e um rendimento mínimo. Estes planos poupança-reforma são mais estáveis, mas o rendimento é modesto. Este é o preço a pagar pela segurança. Conheça os seguros PPR mais rentáveis e beneficie dos nossos protocolos, para não pagar comissões de subscrição e de resgate.

Já a comissão de gestão, que é a remuneração da seguradora pela gestão do fundo (1,2% ao ano), terá sempre de suportar. Aliás, a desvantagem dos seguros, à qual não escapa a nossa Escolha Acertada, é a não dedução da comissão de gestão no rendimento divulgado anualmente. Infelizmente, este é um procedimento comum nos produtos sob a forma de seguro (e em alguns fundos de pensões), o que dificulta a comparação com os PPR sob a forma de fundo de investimento, os quais apresentam sempre o rendimento deduzido dessa comissão.

Que produtos de reforma escolher?

São os PPR sob a forma de fundo que têm o verdadeiro condão de multiplicar a poupança a longo prazo. Como investem parte da carteira em ações, o potencial de rendimento é bastante superior ao dos PPR sob a forma de seguro, que apresentam rendimentos bem modestos. Como não há bela sem senão, os fundos PPR têm algum risco e, em geral, não garantem o capital, sendo indicados para quem ainda está a mais de 10 anos da idade em que se tenciona reformar. Por isso, recomendamos apenas a quem tem menos de 57 anos.

Além dos PPR, há também fundos de pensõesCertificados de Reforma e alguns planos mutualistas especificamente orientados para a acumulação de um pé-de-meia para a reforma. Mas são produtos que não recomendamos. Os fundos de pensões têm regras mais complexas e o rendimento não supera o dos PPR. Os Certificados de Reforma são apenas uma opção, não têm qualquer liquidez.

Este ano está previsto o surgimento dos Produtos Individuais de Reforma Pan-Europeus (PIRPE), uma espécie de "PPR europeu", que permitem continuar a contribuir para o seu complemento de reforma mesmo que mude para outro Estado-membro.

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