Primeiras impressões

Nintendo Switch: a consola que ainda não convence

05 abril 2017
Nintendo Switch ainda não convence

05 abril 2017
A Nintendo Switch é um modelo híbrido que se pode utilizar como consola de secretária ou portátil. Apesar da inovação, antes de comprar, o nosso conselho é esperar por algumas melhorias.

A grande inovação da Nintendo Switch é poder funcionar como consola portátil e fixa na sala. Tem um ecrã tátil como um tablet e dois comandos laterais que se podem acoplar à consola, pôr numa base para utilização em casa ou utilizar individualmente para jogar com um adversário. 

 
A Nintendo Switch está preparada para ser usada como consola portátil, acoplando os comandos à consola.
Como consola portátil é a mais potente do mercado, superando a que era a referência no segmento, a PS Vita, algo expectável, já que esta última foi lançada em 2012. Apesar da potência, é uma consola leve e manejável que pesa apenas 297 gramas em “modalidade tablet” (na prática, menos 40 gramas que a 3DS XL) e que não ultrapassa os 400 gramas com os dois comandos unidos. 

Limitações da Switch

Para se poder adaptar a uma utilização portátil, a Switch compromete o hardware. Por isso, a sua capacidade gráfica não se compara às consolas de última geração como a PS4 e a Xbox One. A diferença é ainda maior quando a Nintendo Switch é comparada com a PS4Pro (a nova versão da PS4, com um processador gráfico mais potente que permite jogos em 4K) ou a Xbox Scorpio, prevista para o final do ano e que deverá suplantar a PS4 Pro. 

Ao nível de resolução, a Switch é capaz de reproduzir jogos em 1080p na televisão e 720p em modo portátil, mas a qualidade das texturas nos jogos e a fluidez destes, entre outros fatores, é mais reduzida quando comparada com a PS4 e a Xbox One. Estas diferenças tornam-se mais percetíveis nos jogos mais exigentes graficamente. Nos mais simples, podem ser muito subtis.  

Se for vista como consola portátil, a bateria da Switch quase não excede as 3 horas de duração. Comparada com um tablet, é maior e mais grossa do que um phablet. Neste aspeto, a PSVita mantém o melhor compromisso entre peso e dimensões do ecrã.

O que ainda não convence

A Switch é um produto interessante do ponto de vista da evolução tecnológica, mas tem aspetos práticos que ainda não convencem os utilizadores. Uma das grandes falhas apontadas em fóruns e comprovada no nosso teste é a perda temporária de ligação dos comandos, feita por bluetooth, quando estão separados da consola. Uma falha que o nosso teste não associou à distância do comando em relação à consola ou à intensidade de utilização. É aparentemente aleatória e extremamente frustrante para os jogadores.

O preço, entre € 320 e € 329,99, também parece exagerado e é preciso ainda ter em conta que a memória interna é de apenas 32 GB. Poderá ser expandida até aos 2 TB por cartão microSD, no entanto, será um investimento extra que pode ultrapassar os € 100 (valor para um cartão de 256 GB). O uso de discos externos por USB não é suportado pelo sistema. 

Quem quiser melhorar o rendimento da sua Nintendo Switch terá outros investimentos, como um powerbank (e aqui podem ser os utilizados para os smartphones ou os com interface USB-C, mais caros e mais difíceis de encontrar).

Espere antes de comprar

Recomendamos que, mesmo que considere o conceito apetecível, pondere aguardar algum tempo antes de comprar a Nintendo Switch. Espere que o problema da ligação dos comandos seja resolvido e que a biblioteca de jogos apresente mais opções e a preços mais atrativos (os poucos jogos que existem são acima de € 50).

Pontos fortes

  • Capacidade de funcionar como consola portátil e fixa.
  • A mais potente consola portátil do mercado.

Pontos fracos

  • Perda de conectividade aleatória dos comandos.
  • Não é possível carregar a bateria dos comandos fora da consola, biblioteca de jogos limitada e jogos caros. 

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