Primeiras impressões

Função HDR não revoluciona imagem dos televisores

13 setembro 2016
Comparação HDR

13 setembro 2016

Promete maior qualidade de imagem, com mais contraste e cores mais ricas. O nosso teste avaliou e notou um desempenho muito diferente com e sem legendas. 

Samsung, LG ou Sony: quem se saiu melhor

No caso dos televisores Samsung, o modo HDR é acionado automaticamente quando é detetado conteúdo compatível. Ainda que os parâmetros de imagem surjam como inalterados, são notórias as mudanças ao nível do brilho e do contraste. Esta falta de opção entre diferentes modos de HDR acaba por não ser problemática, visto que o balanço entre os padrões de imagem associados ao modo SDR e HDR é o que está mais bem conseguido entre os fabricantes analisados, mantendo uma boa qualidade de imagem em ambos os modos. Apesar disso, também este fabricante falha claramente na promessa de obtenção de uma qualidade superior no modo HDR

Nos modelos LG notámos uma diferença facilmente percetível quando se passa para o modo HDR, mas não necessariamente para melhor. O modo HDR conduziu, segundo o nosso painel de utilizadores, a imagens de menor qualidade. 

A principal razão apontada foi a evidente perda de brilho na imagem, em termos médios, contribuindo para que a maior parte das cenas surgisse mais escurecida. Ao usar o modo HDR Vivid, esta perda de luminosidade não é tão acentuada e o resultado aproxima-se mais das imagens sem HDR, mas o que seria de esperar era um aumento significativo de qualidade e não uma redução.

Também nos modelos Sony existem dois modos HDR para seleção. No entanto, nesta marca a escolha é extremamente complicada e, à primeira vista, parece haver apenas uma opção. Apenas se consultarmos os parâmetros avançados no submenu encontramos duas opções de reset: uma geral, que retoma todas as definições de imagem de origem no aparelho, e outra, Reset HDR Vídeo Vivid, que origina a escolha do modo mais vivido de HDR, com imagens mais vividas e contornos mais acentuados. No entanto, esta hipótese está de tal forma escondida que, na prática, a maioria dos utilizadores vai usar apenas o primeiro modo.
 

Simultaneamente, as diferenças de qualidade são muito pequenas. O nosso painel reportou algum ganho de qualidade no caso do filme O Renascido e alguma perda no San Andreas. O brilho do ecrã continua a ser o principal ponto a precisar de melhorias, podendo apresentar-se fraco no modo standard de HDR (no caso das imagens escuras) e exagerado no modo vivido.

Outro ponto negativo neste modelo foi o impacto no consumo de energia. Ainda que fosse esperada uma alteração, visto que os valores de contraste e de retroiluminação (local dimming) são aumentados, no caso da Sony o consumo energético passou de 87  para 112 W.