Primeiras impressões

Função HDR não revoluciona imagem dos televisores

Como testámos

Esta função está presente apenas nalguns modelos de televisores 4k de 2016, assim como numa seleção limitada de séries do serviço de streaming Netflix e em muitos dos novos filmes Blu-ray 4k (um filme Blu-ray 4k pode ter ou não HDR, mas os Blu-ray Full-HD nunca têm essa opção). Para que a funcionalidade seja ativada, é necessário utilizar um televisor compatível com HDR, caso contrário, o filme é reproduzido sem o recurso ao contraste e cores adicionais. Ou seja, apenas uma quantidade muito reduzida de pessoas terão, para já, acesso a esta tecnologia.

Para avaliação desta funcionalidade testámos três televisores 4k HDR das marcas Samsung, LG e Sony (modelos de 55 polegadas), os únicos fabricantes para os quais já analisámos aparelhos com esta opção. Os televisores foram devidamente calibrados, à semelhança do que fazemos nos nossos testes de visionamento clássico. Sempre que os modelos o permitiam (LG e Sony), foram utilizados os diferentes modos de HDR (normal/Vivido). As versões UHD (Ultra High Definition) HDR dos filmes O Renascido e San Andreas serviram de base para comparar as imagens obtidas com o HDR ligado e desligado.

Há diversos ajustes que podem ser feitos só no modo de imagem HDR, como aumentar o brilho da imagem (um dos principais problemas encontrados em diversas imagens do teste), assim como alterar nível de contraste, saturação das cores e nitidez, sem que isso afete os parâmetros de imagem gerais do aparelho. No entanto, não fizemos a calibragem em HDR, porque nesse modo o televisor analisa a imagem e adapta, por exemplo, o brilho e o contraste automaticamente.

Além disso, a qualidade depende muito das cenas que estamos a ver, sendo evidente que o HDR funciona bastante bem em determinados cenários e piora claramente noutros, o que não se consegue resolver somente ao alterar alguns parâmetros de imagem no modo HDR.