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Vodafone tem o serviço de televisão mais amigo do utilizador

Analisámos a usabilidade dos serviços de televisão paga. Principais problemas: os clientes da NOS e da NOWO continuam a não ter controlo sobre os seus dados e os aparelhos instalados por todos os operadores têm elevados consumos.

  • Dossiê técnico
  • António Alves e Sofia Costa
  • Texto
  • Inês Lourinho
24 março 2021
  • Dossiê técnico
  • António Alves e Sofia Costa
  • Texto
  • Inês Lourinho
casal sentado no sofá de costas a ver televisão

iStock

Passámos 2020 em frente ao ecrã. Para isso mesmo apontam os números da Anacom. Os assinantes do serviço de televisão pago eram 4,2 milhões no final do terceiro trimestre de 2020, um incremento de 167 mil face a igual período do ano anterior. A autoridade das comunicações esclarece: trata-se do maior aumento em termos absolutos desde o final de 2015.

Seria expectável que os serviços de televisão fossem ao encontro de uma necessidade acrescida. Mas não foi bem o caso. É verdade que os operadores melhoraram o acesso multiplataformas, nomeadamente com apps Android TV e Apple TV, que analisámos, mas que, no geral, ainda têm muitos aspetos a limar para serem reais alternativas à box.

Já quanto à experiência de utilização dos serviços, um ano depois do nosso último estudo, as melhorias são discretas, e limitadas aos serviços da NOS e da MEO. Não chegam sequer para arrancar o primeiro de um patamar de assim-assim, nem para o segundo subtrair a liderança à Vodafone.

Para lá da guerra pelo topo, um ano depois, os problemas de fundo persistem. Todos os serviços recolhem dados de utilização com que constroem perfis, que lhes permitem, por exemplo, sugerir conteúdos a cada consumidor. Mas, de acordo com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, só com o consentimento explícito do utilizador o podem fazer. As boas práticas dizem que a recolha e o tratamento devem ser anunciados de forma clara, para que o utilizador perceba o que está em causa. A este, deve ser pedida a aceitação de modo explícito e autónomo, juntamente com a menção de que pode, em qualquer momento, alterar a decisão de autorizar (ou não) a recolha e o tratamento. Significa que deve beneficiar de um meio para consultar e gerir as opções de privacidade quando quiser.

Na NOS e na NOWO, não há menus para gerir a privacidade, pelo que o utilizador não sabe que dados são recolhidos, nem se são partilhados com terceiros. Muito menos tem controlo sobre o processo. É aceitar e calar. Uma política inadmissível seguida por ambos os operadores.

Além disso, todos os serviços instalam em nossas casas aparelhos ávidos por eletricidade. Entre consumo e subscrição, a caixa descodificadora implica mesmo uma renda, que pode chegar a 63 euros por ano. E este dispositivo nem sequer é imprescindível para usar o serviço.

Resultados da nossa análise

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