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Televisores OLED, Quantum Dot ou LCD LED: qual a melhor escolha

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OLED, Quantum Dot e LCD LED dão nome às atuais tecnologias de televisores. Comparámos os três tipos de ecrã e detetámos os pontos fortes e fracos.

10 outubro 2017
a melhor tecnologia em televisores

Thinkstock

Ainda tem dúvidas sobre o que significam estas tecnologias e de que forma podem alterar o modo como vê televisão? Contraste, brilho, reprodução das cores, uniformidade da iluminação no ecrã e consumo de energia são alguns dos aspetos que fazem a diferença.

Este ano - e após um longo impasse - vimos finalmente a maioria dos principais fabricantes a adotarem a tecnologia OLED para os seus modelos mais avançados, exceto a Samsung, que recorre à tecnologia Quantum Dot nos seus equipamentos “QLED”.

Tecnologia OLED avança em força em 4 grandes

Os ecrãs OLED (de Organic Led Emitting Diode) não têm uma fonte de retro iluminação porque os leds que os compõem, de material orgânico, produzem a sua própria luz ao ser-lhes aplicada corrente elétrica.

É uma tecnologia já disponível há alguns anos no mercado, que só agora começa a ser adotada por quatro dos principais fabricantes (LG, Sony,Philips e Panasonic) para os seus modelos mais avançados.

Os preços ainda são bastante elevados, mas alguns destes modelos começam a ser mais acessíveis. É o caso dos LG OLED55B6V e OLED55C6V (de 2016) com painéis OLED 4K, que podem ser adquiridos por cerca de € 1500; e o LG 55EG9A7V, um modelo OLED Full-HD, deste ano, já disponível abaixo dos 1400 euros. Compare preços e resultados no nosso teste a televisores.

Como pontos fortes, esta tecnologia permite:

  • em teoria, nível de negros muito superior ao das outras tecnologias;
  • excelentes níveis de contraste;
  • evitar problemas de falta de uniformidade ou de fuga de iluminação;
  • cores reproduzidas com elevado grau de precisão.

Como pontos fracos, sublinhamos:

  • preços ainda elevados, mas menos proibitivos;
  • o nível de brilho máximo do ecrã é inferior ao dos atuais Quantum Dot;
  • consomem mais energia do que os ecrãs LCD LED;
  • não são imunes à retenção de imagens estáticas (apenas em casos extremos e reversíveis).

Quantum Dot: o futuro dos ecrãs LCD

Todos os televisores com a tecnologia Quantum Dot (é o caso dos QLED da Samsung) são, na realidade, ecrãs LCD. O que se altera é a retro iluminação (agora com LED's azuis) e o uso de uma película com nano cristais que dá origem à designação de Quantum Dot. Estes nano cristais emitem cores muito bem definidas, conforme as suas dimensões. Finalmente, a passagem de cada uma destas cores para o ecrã é definida pelo filme de cristais líquidos, tal como nos LCD LED.

Isto aumenta o potencial dos ecrãs LCD. Desta forma, a densidade de luz e o espetro e precisão das cores produzidas são superiores aos ecrãs LCD vulgares. Não têm relação direta com a tecnologia OLED, apesar de poder parecer pelo nome.

A LG recorre à tecnologia Nano Cell nos seus LCD LED mais avançados, que não são ecrãs Quantum Dot. Aqui trata-se de ecrãs LCD LED com um filtro de nano cristais que aumenta a pureza na reprodução das cores.

Como pontos fortes, esta tecnologia permite:

  • cores reproduzidas com elevado grau de precisão, tal como nos OLED;
  • contraste bom devido aos elevados níveis de brilho que alcança.

Como pontos fracos, sublinhamos:

  • incapacidade de produzir negros profundos;
  • dificuldade no bloqueio de passagem de luz (necessário para os níveis de negro profundo);
  • propensão a perdas de uniformidade de iluminação ou de fugas desta.

Tecnologia LCD LED vence

Os LCD LED fazem-se valer, sobretudo, da relação qualidade/preço. É uma tecnologia mais antiga do que as anteriores e, no caso dos melhores aparelhos, a qualidade pode satisfazer nos vários critérios. Mas nunca conseguem produzir negros profundos, um contraste realmente elevado ou cores muito precisas.

No LCD existe sempre uma retro iluminação que, nos aparelhos mais recentes, é quase sempre composta por LED’s brancos. Esta luz é depois aplicada a uma camada de cristais líquidos (LCD é o acrónimo de liquid crystal display).

Como pontos fortes, esta tecnologia permite:

  • boa relação qualidade/preço;
  • tecnologia madura.

Como pontos fracos, sublinhamos:

  • incapacidade de produzir negros profundos;
  • menor precisão nas cores.

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