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Televisores: fabricantes sacrificam a imagem para ficar bem na etiqueta

01 abril 2015 Arquivado

01 abril 2015 Arquivado

Os televisores lançados a partir de janeiro de 2014 exibem uma nova classe de eficiência na etiqueta energética: a A+. A classe “G” já não existe.

A etiqueta é obrigatória em todos os televisores lançados no mercado europeu desde janeiro de 2014. Nas lojas, vai continuar a encontrar televisores menos recentes com a etiqueta energética anterior. A informação é clara e trata-se de uma excelente iniciativa que pressiona os fabricantes a otimizarem a eficiência dos aparelhos. Este indicador tem em conta, sobretudo, o consumo em funcionamento, ao usarem os parâmetros de origem. Até aqui tudo bem, porque, em teoria, é o modo mais adotado pelos consumidores.

Mas através dos nossos testes verificámos que os fabricantes oferecem menos qualidade de imagem com os parâmetros de origem para alcançarem uma boa etiqueta. Em muitos televisores, as imagens são mais escuras e apresentam menos contraste do que o desejável. As alterações aos parâmetros, como o brilho, o contraste ou os ajustes da fluidez, têm um enorme peso no consumo final do televisor. Ou seja, o consumidor ao procurar uma imagem de melhor qualidade acaba por influenciar o consumo do televisor. Por isso, o nosso teste não se limita a avaliar o consumo com os parâmetros de origem. Também medimos o consumo depois de regular a imagem. Aplicámos aos televisores definições de imagem otimizadas para avaliar o efeito no consumo. Os resultados são flagrantes.

Para acertar na escolha sem derrapar no orçamento, siga o nosso teste.

Depois de otimizar a imagem, consumo aumenta mais de 30%
Para todas as diagonais de ecrã, o aumento de consumo, em média, nunca fica abaixo dos 30 por cento. É um aumento significativo e que deveria implicar uma mudança na etiqueta energética dos televisores. A nossa amostra inclui os 309 modelos que analisámos durante 2013.

Nos televisores de 50 a 51 polegadas, a diferença salta à vista. Este aumento deve-se à maior percentagem de ecrãs plasma na amostra. Dos 46 aparelhos desta categoria, 13 são do tipo plasma. E para o consumo o efeito das alterações na imagem é mais significativo nos plasmas. Detetámos uma diferença média de 75 W entre os parâmetros de origem (etiqueta energética) e os relativos à imagem otimizada. Nos LCD LED a diferença média fica-se pelos 26 W.

Imagem de origem versus otimizada: descubra as diferenças
Para saber até que ponto a imagem é melhorada ao mudar as definições de origem, pedimos um teste decisivo ao nosso painel de utilizadores.

Em laboratório, com as definições de origem, este painel atribuiu, em termos médios, avaliações entre os 50 e 58% (qualidade mediana). Depois da calibração, o valor médio das notas disparou para quase 70% (boa qualidade de imagem). Ou seja, os fabricantes, para conseguirem ostentar uma etiqueta energética mais otimista, estão de facto a introduzir configurações de imagem pouco recomendáveis e muito longe da solução ideal.

Resultado prático: em casa, os consumidores têm de realizar vários ajustes para garantir que visualizam uma boa imagem e estes não são nada simples de efetuar.


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