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Televisores: a Seleção joga melhor com a nossa tática

Não quero que a Espanha brilhe mais do que Portugal. É possível?

À partida, a pergunta fica aos cuidados do engenheiro da Seleção. Mas, se é da imagem que estamos a falar, então, talvez se arranje qualquer coisa. A resposta pode estar no chamado local dimming. Como funciona? Ora, nos OLED, a questão nem se coloca, pois não necessitam de retroiluminação. Nestes aparelhos, cada elemento do ecrã é controlado individualmente. Os elementos OLED iluminam-se aos ser-lhes aplicada corrente elétrica. Isto implica que, nas zonas escuras da imagem, os níveis de negro sejam reproduzidos de forma correta e se consiga percecionar os detalhes nas áreas menos iluminadas.

Por sua vez, os LCD LED têm sempre uma fonte de retroiluminação, que atravessa o filme de LCD com maior ou menor intensidade. O mais usual, sobretudo nos televisores de entrada de gama e de gama média, é a tecnologia Edge LED, ou seja, neste caso, os elementos LED estão em redor do ecrã. Tal opção permite um corte nos custos de produção, mas também na espessura dos aparelhos. A disposição de elementos LED em toda a traseira do painel está normalmente reservada a aparelhos de gama mais alta. Nestes, é possível controlar a intensidade da luz por blocos e adaptar o nível de retroiluminação à cena que está a ser reproduzida. O local dimming é a capacidade de atenuar ou desligar zonas muito escuras do ecrã, para não haver passagem de luz e obter níveis de negro mais profundos. Negros mais profundos, por sua vez, conduzem a contrastes mais intensos.

Como tanto Portugal quanto Espanha jogam de camisola vermelha, a tática é ficarmos nós com o equipamento alternativo branco: é que o local dimming torna as zonas claras ainda mais brilhantes.