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Televisor novo por € 650 ou renovado por 65 euros

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Em alguns anos, as televisões com acesso à internet e a apps como o YouTube deixam de receber atualizações e convertem-se em aparelhos tradicionais. Deitar fora e pagar € 650 por um ecrã de 46 a 55 polegadas? Talvez não. Existem soluções até 65 euros.

  • Dossiê técnico
  • António Alves e Pedro SIlva
  • Texto
  • Inês Lourinho
06 novembro 2018
  • Dossiê técnico
  • António Alves e Pedro SIlva
  • Texto
  • Inês Lourinho
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iStock

Ao fim de uns cinco a sete anos, a sua televisão deixou de correr a Netflix, e abriu-se um vazio profundo entre si e as suas séries de culto? Já nem o YouTube dá sinal de vida, e as crianças ficaram impedidas de ver os vídeos infantis cujas vozes sempre o deixaram à beira de um ataque de nervos, mas que agora dava tudo para ter de volta? O diagnóstico tem um nome assustador — obsolescência programada —, mas para esta doença existe cura.

fabricantes que, após alguns anos, deixam de fornecer o suporte às plataformas de SmartTV, com o objetivo de pressionarem os consumidores a... consumirem. Temos verificado de forma sistemática, para uma amostra de televisores das principais marcas lançadas entre 2010 e 2015, que os aparelhos vão perdendo as funções smart. Mas o que conta sobretudo num aparelho é a qualidade da imagem e do som, e os nossos testes provam que, para a maioria dos modelos, não têm surgido grandes melhorias. Logo, a menos que tenha problemas no televisor ou pretenda um ecrã de diagonal superior, não vale a pena substituir o equipamento. E tanto assim é, que atribuímos os títulos de Escolha Acertada a modelos do ano anterior, em regra, mais baratos e de qualidade idêntica. Veja os resultados completos do nosso teste comparativo.

Para repor as funções smart, basta menos de € 65, em vez dos € 650 que genericamente custam as Escolhas Acertadas dos ecrãs de 46 a 55 polegadas. Qual o truque para dividir a despesa por dez? Comprar um leitor multimédia, que permite replicar as funções das plataformas de SmartTV atuais. Para usos específicos, como o recurso ao “software media centre” (por exemplo, ao Kodi), são mesmo mais versáteis.

Testámos sete leitores, e aquele que merece a nossa recomendação custa 65 euros. Apenas com mais um ponto percentual, há outro mais potente e tem comando opcional para ser usado como consola de jogos. Os aficionados que ainda não tenham consola podem, assim, considerar esta alternativa, mas devem preparar-se para pagar 200 euros.

Quem não quer gastar tanto pode optar por um Google Chromecast (a versão 2, com a melhor relação entre qualidade e preço, custa € 39) ou garimpar entre os equipamentos que tem lá em casa. Um minicomputador, um portátil ou uma consola de jogos podem resolver a custo zero, embora umas soluções sejam melhores do que outras.

 

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