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TDT: perguntas frequentes

02 janeiro 2013

02 janeiro 2013

A rede de televisão digital terrestre (TDT) já cobre cerca de 90% da população nacional. Os televisores sem sintonizador compatível para o sinal digital requerem uma caixa descodificadora.

Tecnologia

O que é a televisão digital terrestre?
A TDT é a digitalização das emissões hertzianas de televisão, captadas por antenas e que incluem os canais de acesso livre. Trata-se de um sistema de transmissão via hertziana, onde o sinal se propaga através do ar por intermédio de estações emissoras e retransmissoras e é captado pelas antenas dos utilizadores finais.    

Quais as vantagens da mudança?
Esta tecnologia permite libertar muito espectro radioelétrico. O espectro livre servirá novas aplicações de serviços móveis e canais de televisão pagos, por exemplo. As emissões analógicas não podem ser mantidas por muito mais tempo: ocupam demasiado espectro radioelétrico. Por isso, a Comissão Europeia determinou que a televisão digital fosse introduzida em todos os países da União, com o fim da transmissão analógica para 2012. Na largura de banda ocupada por um canal analógico cabem 4 canais digitais.

O que traz de novo?
O sinal digital abre as portas à transmissão em alta definição e novas funcionalidades, como o guia eletrónico de programas (EPG). Até ao momento, as emissões estão a ser feitas em resolução standard, mas com melhor qualidade do que no atual sistema analógico (desde que em condições de receção ótimas).

Qual a utilidade do EPG?
O EPG (Electronic Program Guide ou, em português, guia eletrónico de programas) permite aceder a uma grelha dinâmica de programação. As possibilidades dependem do descodificador, por vezes, integrado no televisor:

  • pesquisar por ordem cronológica;
  • consultar a sinopse, elenco e categoria, entre outras informações;
  • controlo parental, para impedir a visualização de certos programas;
  • agendar gravações diretamente (possível com alguns gravadores).

Os 4 canais generalistas continuam de acesso livre?
Sim, como atualmente, e não precisa de subscrever um serviço de televisão (cabo, fibra ótica, IPTV ou satélite). A licença atribuída à PT assim o determina. Se o seu televisor não tiver sintonizador DVB-T MPEG4, terá de comprar uma caixa descodificadora.

A qualidade de imagem é superior?
Melhora com a televisão digital terrestre por ser menos suscetível ao ruído e oferecer uma imagem mais nítida. Espera-se que a receção em formato digital seja mais estável (sem chuva) nos locais onde a intensidade do sinal analógico é mais fraca. Mas, nesses locais, evite usar antenas interiores, muito vulneráveis a interferências de telemóveis, por exemplo. Ao fazer uma chamada, pode perder o sinal e ter de reiniciar o descodificador.

Com as emissões analógicas, existem zonas com sinal fraco. Com a TDT será igual?
Depende da implementação das infraestruturas pela PT. O sinal digital permite uma melhor taxa de distribuição. É de esperar que algumas zonas onde o sinal analógico era fraco possam beneficiar de um acréscimo de qualidade significativo. Os problemas que afetam o sinal digital são diferentes. Enquanto um sinal analógico fraco provoca ruído ou “chuva” na imagem, o digital será afetado de pixelização ou perdas de reprodução. Se o sinal não tiver intensidade suficiente, arrisca não ter imagem.

Existem amplificadores de sinal para utilizar nos locais onde é mais fraco?
Há amplificadores de sinal para a TDT. Mas a qualidade do sinal digital é definida pela sua intensidade e qualidade. A primeira pode ser aumentada com um amplificador, como os que equipam uma antena interior amplificada. Mas se o sinal tiver pouca qualidade, afetado por interferências, o amplificador vai ampliá-las e complicar a receção.

A TDT é a primeira plataforma em Portugal a usar sinal digital?
Não. O sinal de televisão digital e, nalguns casos, de alta definição, está disponível em Portugal há algum tempo pelo cabo, IPTV, fibra ótica e satélite. O cabo conquistou a maior implementação.