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TDT: perguntas frequentes

02 janeiro 2013

02 janeiro 2013

A rede de televisão digital terrestre (TDT) já cobre cerca de 90% da população nacional. Os televisores sem sintonizador compatível para o sinal digital requerem uma caixa descodificadora.

Cobertura

Quando decorreu o corte do sinal analógico de televisão (switch-off)?
O corte definitivo ocorreu em 2012 de forma faseada:

  • 12 de janeiro a 23 de fevereiro: faixa litoral do território continental;
  • 22 de março: regiões autónomas dos Açores e Madeira;
  • 26 de abril: restante território nacional. 

De 12 de janeiro a 23 de fevereiro, ocorreram 5 etapas de apagão analógico:

  • 12 de janeiro: Palmela, Alcácer do Sal, Melides e Sesimbra;
  • 23 de janeiro: Fóia – Monchique, Santiago do Cacém, Cercal do Alentejo, Odemira, Odeceixe, Monchique, Aljezur e Silves;
  • 1 de fevereiro: Lisboa-Monsanto, Areeiro, Barcarena, Caparica, Carvalhal, Cheleiros, Estoril, Graça, Montemor-o-Novo, Odivelas, Sintra, Malveira, Sobral de Monte Agraço, Coruche e Cabeção;
  • 13 de fevereiro: Reguengo do Fetal, Vale de Santarém, Sobral da Lagoa, Mira de Aire, Candeeiros, Alcaria, Tomar, Ourém, Caranguejeira, Leiria, Alvaiázere, Avelar, Pombal, Castanheira de Pera, Espinhal, Senhora do Circo, Padrão, Ceira dos Vales, Vale de Açôr, Vila Nova de Ceira, Ceira, Coimbra, Caneiro, Cidreira, Lorvão, Penacova, Mortágua, Avô e Benfeita;
  • 23 de fevereiro: São Macário, Préstimo, Viseu, Cedrim, Vouzela, Vale de Cambra, Covas do Monte, Santa Maria da Feira, Arouca, Rio Arda, Lalim, Vila Nova de Gaia, Foz, Valongo, Santo Tirso, Caldas de Vizela, Caldas de Vizela II, Amarante, Gondar, São Domingos, Ancede, Caldas de Aregos, Resende, Lamego e Santa Marta de Penaguião.

Com o objetivo de sensibilizar a população e identificar problemas, o processo teve início com a cessação das emissões em zonas-piloto no primeiro e segundo trimestres de 2011:

  • 12 de maio: retransmissor de Alenquer;
  • 16 de junho: retransmissor de Cacém;
  • 13 de outubro: retransmissor da Nazaré.

Qual o tipo de cobertura na minha zona?
Caso tenha um serviço de televisão (por cabo, fibra ótica ou ADSL, por exemplo), não precisa de fazer qualquer adaptação. Quem acede ao sinal analógico de televisão livre deve, primeiro, verificar a cobertura de sinal junto da Portugal Telecom, responsável pela infraestrutura e tem de prestar esclarecimentos. É importante determinar se o sinal digital de televisão está disponível na sua área de residência por via terrestre (pode continuar a usar a antena UHF) ou apenas através de meios complementares (satélite).

Contacte a PT através da linha de apoio 800 200 838. Pode ainda verificar a cobertura na página do fórum TDT, introduzindo a sua morada completa. Não deve comprar qualquer aparelho sem conhecer a sua cobertura de sinal, para evitar despesas que se podem revelar inúteis. A taxa de cobertura anunciada, por via terrestre, é de cerca de 90% da população. Nas zonas correspondentes aos restantes 10%, só pode aceder às emissões digitais por satélite. Segundo a licença atribuída à Portugal Telecom (PT), o acesso por satélite não deve ter um custo maior do que a receção terrestre, com antena UHF. Assim, no primeiro caso, há uma comparticipação para o acesso às emissões digitais em condições definidas. Na nossa opinião, estas não asseguram a equidade no acesso: só a primeira caixa descodificadora é comparticipada e, em média, existem mais de dois televisores por lar.              

A minha zona não tem cobertura terrestre. Que fazer?
Se já confirmou a cobertura com a Portugal Telecom (pelo 800 200 838 ou no fórum TDT) que só pode aceder ao sinal digital através de meios complementares (por satélite), os passos para adaptação são diferentes do acesso por via terrestre (antena UHF).

Há um apoio para os acessos por satélite que inclui apenas um equipamento recetor para um televisor. Não contempla o prato do recetor satélite. O descodificador de satélite custa € 77 e € 47 são devolvidos posteriormente. O primeiro equipamento adicional fica ao mesmo preço. Já outros equipamentos adicionais que tenham de ser adquiridos custam 96 euros. São preços fixos, pois só será possível usar um kit satélite da PT. 

Tem de ligar um recetor por cada televisor que tenha em casa. No caso do acesso via satélite, ao contrário do que se verifica no acesso terrestre, mesmo os televisores mais recentes não dispensam uma caixa descodificadora. Em todos os casos, será necessário usar a caixa descodificadora DTH comercializada pela PT, pois o sinal está encriptado.

A TDT vai cobrir todo o País? Ou alguns locais terão de aceder ao sinal por satélite?
Segundo a licença atribuída à PT, uma parcela até 13% da população não será abrangida cobertura terrestre (captação por antena) do sinal TDT. Terão de aceder via satélite. Há um apoio para esses casos que inclui apenas um equipamento recetor para um televisor. Não contempla o prato do recetor satélite. O descodificador de satélite custa € 77 e € 47 são devolvidos posteriormente. O primeiro equipamento adicional fica ao mesmo preço. Já outros equipamentos adicionais que tenham de ser adquiridos custam 96 euros. Trata-se de preços fixos, pois só será possível usar um kit satélite da PT. Consulte as condições de elegibilidade e respetivas comparticipações em http://tdt.telecom.pt/custos/Default.aspx?code=XzX651 e http://tdt.telecom.pt/custos/Default.aspx?code=XzX652.

Desde 24 de março, através do contacto com a Portugal Telecom, pode encomendar o kit de satélite. A empresa tem 5 dias úteis para verificar se tem direito à comparticipação e disponibilizar o equipamento. Se preencher todos os requisitos, pagará  € 30, o valor não comparticipado (para os dois primeiros equipamentos), quando levantar o kit, em vez de ficar à espera do reembolso. 

As emissões por satélite desapareceram em 2012?
Não, o apagão do sinal analógico afeta apenas as emissões analógicas terrestres que incluem os 4 canais generalistas e captadas por antena.

Há apoios para comprar descodificador?
Se não for subscritor de um serviço de televisão pago, pode beneficiar de comparticipação se fizer parte de um dos grupos:

  • beneficiários do Rendimento Social de Inserção;
  • reformados ou pensionistas com rendimento inferior a € 500 mensais;
  • pessoas com um grau de deficiência comprovado igual ou superior a 60%;
  • instituições de comprovada valia social.

Os beneficiários podem requerer a comparticipação até 26 de abril de 2013. O valor a comparticipar está limitado a 50% do custo da caixa descodificadora, nunca superior a 22 euros. Não será comparticipada mais do que uma caixa por habitação ou agregado familiar. Mas pode acumular o apoio para o acesso via satélite com esta comparticipação para famílias mais carenciadas. A informação detalhada sobre o processo e documentação necessária encontram-se nas lojas da Portugal Telecom ou no seu portal online. 

Se pertence a algum dos grupos abrangidos pela comparticipação e comprou uma caixa descodificadora, só serão aceites para reembolso os pedidos com data de fatura emitida 60 dias antes, no máximo.

E para a instalação, também há apoio?
No dia 24 de março, o ICP-ANACOM criou um novo subsídio para a instalação de acessos terrestres ou via satélite, no valor de 61 euros. Este subsídio destina-se a famílias cujo requerente tenha 65 ou mais anos, que não possuam televisão por subscrição, necessitem de intervenção técnica na sua instalação e se encontrem em situação de isolamento social. Além disso, o requerente deve também inserir-se numa das quatro condições indicadas na questão "Há apoios para comprar descodificador?". Cabe à Segurança Social atestar se está abrangido nestas condições. Para mais informações, contacte a Portugal Telecom.

O que pode provocar uma receção deficiente?
Com um televisor já preparado para a TDT e a cobertura de sinal confirmada, vários fatores podem originar uma receção deficiente. A utilização de uma antena interior, embora funcione nos locais com bom sinal, fica aquém de uma exterior. As interiores são mais afetadas por interferências de aparelhos, como telemóveis: ao receber uma chamada na mesma divisão onde a antena está instalada, pode haver quebra total da transmissão e, nalguns casos, terá mesmo de reiniciar a caixa descodificadora.

Se a cobertura interior de sinal não estiver prevista de uma forma generalizada, pode inviabilizar a receção na morada em causa. Para informações sobre a cobertura disponível na residência em questão deve contactar a Portugal Telecom, empresa responsável pela infraestrutura relativa à TDT, esclarecendo acerca da sua qualidade. Pode contactar a PT pela linha de apoio 800 200 838. Normalmente, se a PT alega cobertura numa dada área geográfica, é da sua responsabilidade que essa área possua um nível de sinal suficiente para garantir receção de sinal TDT, bem como se está prevista a cobertura interior portátil (através de antena interior).

O problema de receção pode ainda advir do facto de diversos emissores analógicos e digitais não estarem co-localizados, obrigando a uma reorientação de antena. Além disso, existem problemas derivados de instalações mais degradadas, nomeadamente antenas UHF e respetiva cablagem de ligação.