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TDT: 8 emissores tentam minorar problemas de receção

06 abril 2015

Existem 8 emissores a usar frequências alternativas ao canal 56, que podem melhorar a receção de Televisão Digital Terrestre. Mas é provável que muitos portugueses ainda o desconheçam, devido à pouca informação divulgada pela MEO.

Consumidores lesados

Os problemas de estabilidade da rede não apareciam refletidos, em diversas situações no mapa de cobertura da MEO (PT Comunicações, na altura). Foi com base nesse mapa que se calcularam as taxas de cobertura, que ditaram o arranque da Televisão Digital Terrestre.

A informação serviu de pouca orientação aos consumidores que pagaram equipamentos e deslocações de técnicos e nunca conseguiram obter uma receção satisfatória. Muitos foram vencidos pelo cansaço e acabaram por aderir a serviços de televisão paga.

Após vários alertas sem reação do ICP-ANACOM ou da MEO, a contradição entre o anunciado pela operadora e a realidade saltou à vista nas medições técnicas de qualidade de sinal que realizámos no terreno em abril de 2012. Mais de 2 anos depois do desligamento e quase 5 anos após o início das emissões TDT, a entidade reguladora reagiu. Numa análise em julho último, admite que “foram detetadas numerosas e prolongadas interrupções no acesso ao serviço”.

Como a informação sobre a cobertura de sinal tinha incorreções, muitos consumidores terão sido induzidos em erro, com despesas em vão, ao decidir entre o acesso por via terrestre (antena no telhado) ou por meios complementares (por satélite).

O ICP-ANACOM estipulou que quem suporte custos adicionais de adaptação (nova sintonia de equipamentos ou reorientação das antenas, entre outros) deve exigi-los à MEO. Já o ouvimos antes, quando se autorizaram 3 intervalos de frequências adicionais, mas nunca foram divulgados dados sobre a quantidade de consumidores contactados e reembolsados.

Se está numa zona de cobertura teórica e tem problemas de receção da TDT, contacte a MEO – Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A., e peça a resolução sem encargos. Caso a resposta não seja satisfatória, exponha o seu caso aos nossos serviços ou reporte ao ICP-ANACOM.

É cada vez mais claro o falhanço do ICP-ANACOM em todo este processo, o que motivou a nossa ação em tribunal, no final de outubro de 2013. Exigimos uma indemnização global de 42 milhões de euros pelos danos causados aos consumidores.

As suas queixas ajudam a acompanhar a situação. Se a emissão em sua casa ainda apresenta falhas, reclame no formulário. Reencaminharemos as situações à MEO – Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A. e daremos conhecimento à ANACOM.