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Smart TV: utilizadores não exploram potencial online

30 novembro 2012 Arquivado

30 novembro 2012 Arquivado

Inquirimos 1682 consumidores sobre a sua experiência com a chamada smart TV. Pagaram quase mil euros pelo televisor, mas não usufruem das funções online.

Para conhecer a experiência e a utilização de quem artilhou a sala com um televisor da era smart, pedimos a opinião a 1682 consumidores de Portugal, Espanha, Itália, Bélgica e Brasil, em setembro último.

Termos como smart TV, 3D e tecnologia LED são cada vez mais habituais nas lojas portuguesas. Se não conhece o conceito, a smart TV permite utilizar aplicações, tal como nos telemóveis, através de um portal do fabricante (ligado por cabo de rede ou Wi-Fi) ou nalguns casos a navegação integral na Net por browser. Estes televisores também estão preparados para reproduzir ficheiros quando ligados a outros aparelhos na mesma rede (computadores, ou tablets, por exemplo). Pode ainda instalar widgets, atalhos de aplicações e descarregar jogos.

Porquê comprar se não utiliza?
O televisor até pode parecer inteligente, mas os telespetadores tardam em aproveitar as novas funcionalidades. Os portugueses inquiridos pagaram, em média, 958 euros por este equipamento. Mas o nosso inquérito revela que o televisor é utilizado sobretudo para visualizar os canais tradicionais. As atividades online são uma espécie rara.
A maioria dos inquiridos comprou um televisor inteligente para substituir o antigo e usa-o da mesma forma: quase 83% dos inquiridos afirmam assistir apenas aos programas habituais. 

Televisor novo, hábitos antigos
Mais de um terço utiliza este equipamento para ver gravações de emissões televisivas. E poucos usufruem, de facto, do potencial online da smart TV. Navegar e usar as aplicações da Net é muito raro entre as atividades principais.

Na avaliação das funções exclusivas da smart TV, os resultados são dececionantes. Os pontos menos apreciados pelos inquiridos estão precisamente relacionados com a navegação na Net. É o caso da facilidade de escrita no navegador, aplicativos e função cloud computing.

Neste capítulo, os critérios mais apreciados são a qualidade da imagem, a definição das cores, o brilho do ecrã e o funcionamento. Na verdade, nenhum está associado às novas possibilidades desta tecnologia.

Zoom nas preferências
A marca mais presente na sala dos portugueses é a Samsung (58% dos lares). Leva uma grande vantagem face às que se seguem: LG e Sony com respetivamente 15 e 13% das respostas. Uma diagonal de ecrã com 40 polegadas e a tecnologia LED completam o retrato-tipo mais popular. Na loja, em média, os inquiridos pagaram 958 euros pelo televisor inteligente.

O inquérito não revela grandes diferenças entre marcas em matéria de satisfação. No quadro, mostramos as pontuações atribuídas pelos inquiridos aos critérios essenciais. Nenhuma marca se distingue da concorrência.

Deixe-se guiar pelos resultados dos nossos testes e pense três vezes antes de investir num televisor. Nos testes, avaliamos estas novas possibilidades, mas valorizamos sobretudo uma boa qualidade de imagem, som e consumos moderados. Conseguimos assim recomendar bons modelos e muito mais baratos.
Televisor inteligente LED: satisfação por marca (até 100)
Marca Imagem Funcionamento Aplicações Satisfação Global
LG 84 83 57 79
Panasonic 85 81 62 78
Samsung 86 82 61 78
Sony 86 83 61 78
Philips 87 80 48 76

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