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Smart TV desatualizado tem os dias contados

O nosso teste em laboratório

Nem só de emissões em direto ou sequencialmente consumidas se faz o uso do pequeno ecrã. Agora, que a televisão está ligada à net, também serve para reproduzir ficheiros via smartphone ou assistir a conteúdos em plataformas de streaming. Por exemplo. A segunda destas possibilidades concretiza-se através de apps, tal como no smartphone. Significa que, à semelhança dos telemóveis, os televisores passaram a estar dependentes dos fabricantes para atualização periódica do sistema operativo.

O tempo de vida expectável de um televisor, sobretudo quando se opta por fazer reparações em caso de avaria, pode superar os 10 anos. Mas, no panorama atual, dificilmente manterá a componente smart durante esse período. Tal como a opção mais sustentável perante uma avaria é, em muitos casos, reparar e não substituir, face à perda de funções smart, também existem opções mais vantajosas do que a reforma do equipamento. Passam por ligar ao televisor um leitor multimédia: os mais interessantes são os que recorrem ao sistema operativo Android TV (desde 65 euros). Outra opção é conectar um Google Chromecast (desde 39 euros) ou, se não quiser gastar, uma consola de jogos, um minicomputador ou um portátil que tenha lá por casa. Mas, ainda que funcionem, estes truques não afastam a responsabilidade dos fabricantes.

Por isso, todos os anos, verificamos a inteligência dos televisores. E é tão simples quanto isto: em 2016, o Skype, a conhecida app de telecomunicações, deixou de estar disponível em plataformas de Smart TV. Vinha de origem em vários aparelhos da Samsung e da LG, que eram equipados com câmaras. Podia ainda ser instalado, por exemplo, nos modelos da Sony e da Panasonic. Mas esta possibilidade, usada para promover as vendas, acabou por ser descontinuada, apesar de os fabricantes de televisores não serem os únicos responsáveis: os fornecedores de apps também têm a sua quota-parte. Neste caso, foi a Microsoft a deixar de fornecer o suporte.

O Skype é só um exemplo. Nos televisores que acumulam anos no mercado, o problema é muito notório. Mesmo apps como o YouTube, de longe a mais popular no streaming de vídeo, vão desaparecendo. Felizmente, ainda não detetámos problemas em aparelhos com menos de cinco anos.