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Smart TV consomem mais energia em stand-by do que o anunciado

As nossas conclusões

A LG e a Panasonic destacaram-se pela positiva no nosso estudo. Além de terem os menores consumos em modo de stand-by, quando consideramos os dois cenários de utilização (mínima e completa) são também os únicos modelos que anunciam valores de stand-by realistas. Ou seja, contemplam a utilização das funcionalidades de rede, com o televisor ligado à internet e o uso de apps como o YouTube e o Netflix.

O modelo da Samsung não anuncia um valor de consumo em stand-by. Quando o aparelho foi usado sem ligação à internet, o valor medido foi muito baixo (apenas 0,27 W). Na instalação completa subiu para 0,94 W. Mesmo não estando entre os melhores valores, é um valor aceitável.

O modelo da Philips apresenta consumos em stand-by aceitáveis (0,72 W, em média), independentes do tipo de instalação. No entanto, estão longe do valor anunciado (menos de 0,3 W) que parece referir-se aos valores mínimos de stand-by ao longo do tempo e não ao valor médio.

No caso da Sony, o modelo testado apresenta consumos médios em stand-by demasiado altos no cenário da instalação completa (2,4 W). Na realidade, são valores que refletem a utilização que a maioria dos consumidores dá ao aparelho. Mesmo no caso da instalação simples, o valor médio de stand-by é quase o dobro do anunciado (1,04 W).

Em conclusão, não se pode falar de incumprimento dos fabricantes, pois não existem recomendações específicas sobre a forma como deve ser medido o valor de stand-by, nem qual deve ser o valor anunciado. Nas recomendações da Comissão Europeia, por exemplo, nunca é referido se os valores em stand-by recomendados se referem a valores instantâneos máximos ou a valores médios ao longo de um determinado período de tempo. Nem é referido o cenário de utilização.

Verificamos que os fabricantes optam por diferentes métodos para anunciar os seus valores de stand-by e só em alguns casos refletem uma utilização realista dos aparelhos.