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Smart TV: como contrariar a desatualização precoce

16 junho 2017
Smart TV: como contrariar a desatualização precoce

16 junho 2017
As apps mais usadas já não funcionam num dos modelos de 2010 da Samsung. Os consumidores ficam à mercê do fabricante e dos fornecedores das aplicações, apesar do elevado tempo de vida do televisor.

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Para acompanhar o problema da desatualização precoce do sistema operativo das smart TV's, todos os anos investigamos a oferta das apps mais relevantes para os consumidores e a oferta global da loja de aplicações. O objetivo é acompanhar o ciclo de vida destes produtos. Comparámos dois modelos de smart TV dos principais fabricantes: LG, Panasonic, Philips, Sony e Samsung. Todos os modelos são de 2015. Analisámos também 3 modelos da Samsung de 2010 a 2014.

Em cada modelo foram instaladas (se ainda não estavam) as apps mais populares entre os consumidores: YouTube, Netflix, Spotify, Amazon Prime Video e Google Play Movies. De um modo geral, nos modelos mais recentes não houve problemas. Já no modelo de 2010 da Samsung, nada funcionou. Se procura uma televisão nova, compare preços e qualidade e poupe € 529 na compra do aparelho.

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Um problema de atualização

Uma das grandes vantagens das smart TV’s é ter ligação à internet e possibilitar ver conteúdos de vídeo online. Como são utilizadas aplicações semelhantes aos telemóveis, o que é uma vantagem pode tornar-se no calcanhar de Aquiles. Nalguns casos, o sistema operativo desatualiza rapidamente e o funcionamento dos serviços de streaming ainda está dependente da disponibilização das últimas atualizações dos fabricantes. Nesta análise, verificámos que os fabricantes deixam de fazer atualizações após alguns anos.

A aplicação Skype, por exemplo, vinha pré-instalada em vários televisores da Samsung e da LG e também podia ser instalada pelos utilizadores da Sony e da Panasonic. Em 2016, deixou de estar disponível nas várias plataformas de smart TV. Assim, tal como os telemóveis, no que respeita ao sistema operativo, os televisores passam a estar dependentes do suporte dos fabricantes e dos fornecedores dos serviços de streaming, entre outros. O que, neste caso, é mais incómodo porque o tempo de vida útil de um televisor é bastante mais elevado.

Responsabilidades partilhadas

No caso da aplicação Skype, alguns dos televisores incluíam uma câmara e noutros havia a opção de compra. Foi uma das formas encontradas pelos fabricantes para promover a venda de aparelhos, mas acabou por ser descontinuada. Nesta situação, a responsabilidade não é apenas do fabricante, porque a Microsoft deixou de suportar a aplicação Skype nas plataformas de smart TV.

Seria uma boa prática que o fabricante se comprometesse com um tempo mínimo de disponibilização das apps que vêm pré-instaladas no aparelho. Assumir esse compromisso com os consumidores obrigava a negociações com as empresas fornecedoras das aplicações.