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Smart TV com assistente de voz ainda não bate o comando

Os assistentes de voz das Smart TV são muito publicitados pelas marcas, mas ainda estão longe de ser uma alternativa útil ao comando remoto. Veja os resultados do nosso teste. 

  • Dossiê técnico
  • António Alves e Pedro Silva
  • Texto
  • Bruno Miguel Dias e Filipa Nunes
28 novembro 2019
  • Dossiê técnico
  • António Alves e Pedro Silva
  • Texto
  • Bruno Miguel Dias e Filipa Nunes
assistente de voz smart tv

iStock

Os assistentes de voz das Smart TV são ainda muito pouco úteis e, na maior parte das vezes, não operam as ações desejadas. A conclusão é do nosso teste, em que utilizámos os assistentes de voz integrados em Smart TV da Sony, Philips, Samsung, LG e Panasonic. Além disso, ainda verificámos as possibilidades de controlo destes quando são usados altifalantes externos “Smart speakers”, que usam os assistentes de voz Google Assistant (usámos o Google Home Mini), Alexa (Amazon Echo Dot) e o Siri (Apple HomePod).

Teste frustante à utilidade dos assistentes de voz

Na maioria dos casos, as reais possibilidades de controlo são bastante limitadas e apenas cobrem uma pequena parte das potencialidades das Smart TV.

Entre os principais problemas está a pouca flexibilidade no uso de vocabulário e articulação dos termos: é bastante comum ter de repetir os pedidos, de forma diferente ou com termos semelhantes, para, ao fim de algum tempo, conseguir o resultado desejado.

O único cenário onde a utilização do microfone no comando é interessante, a nosso ver, é para entrada de texto por voz (como o campo de pesquisa no YouTube). Mas não estamos a usar propriamente o assistente de voz: é a função “voice to text”, já presente em vários Smart TVs há alguns anos, que faz o trabalho.

Na maior parte das Smart TV é fácil fazer operações básicas, como acionar o “mute” ou mudar de canal, mas a tarefa complica-se quando queremos fazer uma pesquisa por determinado conteúdo. É o caso de iniciar uma série no Netflix ou procurar um tipo de vídeos no YouTube: mesmo que o assistente de voz entenda as palavras que dizemos, muitas vezes não alcança o significado das mesmas e o pedido que lhes está subjacente. E seria exatamente neste tipo de pedidos mais elaborados que os assistentes de voz deveriam mostrar a sua utilidade, visto que já há anos que existem TV com microfones que permitem um certo grau de controlo das funcionalidades mais básicas, como mudanças de canal e volume. Resultado: o utilizador fica frustrado, desiste de usar o assistente de voz e mais depressa do que esperava volta a usar o “velhinho” comando remoto.

O nosso teste torna evidente que nenhum dos aparelhos que testámos oferece uma experiência com o assistente de voz que realmente seja uma mais-valia no uso diário. Consideramos que foi até frustrante fazer este teste, tantos foram os problemas, os mal entendidos e repetições desnecessárias.

Aposta nos assistentes de voz tem sido crescente

Os assistentes de voz surgiram com a Siri da Apple em 2011, aquando do lançamento em mercado do iPhone 4S. Seguiu-se o Alexa da Amazon em 2014 e, em 2016, o Google Assistant. Estes são ainda hoje os dominadores deste mercado e chegam a aparelhos de várias marcas, como LG, Sony, Philips, Xiaomi, JBL, Belkin e Logitech, entre outras. Nos últimos anos, os assistentes de voz das Smart TV tornaram-se cada vez mais populares e ganharam compatibilidade com uma gama mais ampla de aparelhos.

Especialmente no último ano, foi possível assistir a uma maior aposta destas marcas na possibilidade de podermos comandar, de forma mais intuitiva e natural, as nossas televisões. O objetivo passa por podermos ter uma “conversa” com o aparelho e não apenas usar a tecnologia para operações pré-estabelecidas, como aumentar ou diminuir o volume.

Quase todas as Smart TV são compatíveis com o Google Assistant e o Alexa, permitindo assim o controlo através de colunas externas (smart speakers) equipadas com estes assistentes de voz. Já no caso da Siri, a compatibilidade é ainda escassa. Os assistentes de voz integrados, no caso de alguns fabricantes, são soluções proprietárias (exemplo: ThinQ AI da LG ou Bixby da Samsung), em oposição aos Smart TV que correm o sistema operativo Android (Sony e Philips, que integram o Google assistant). Podem não só controlar a TV nas suas funções básicas, como também ajudar na pesquisa de conteúdo multimédia (como serviços de streaming) ou até controlar outros aparelhos que temos em casa, como máquinas de lavar, aparelhos de ar condicionado ou, simplesmente, iluminação.

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