Notícias

Partilha de conta da Netflix pode vir a ser penalizada

Partilha a conta da Netflix ou de outros serviços com familiares e amigos, para pagar um preço mais baixo? Entre amigos, nenhum serviço o permite. Na Netflix, também estão excluídos os familiares que vivam noutra casa, e esta plataforma pretende penalizar as irregularidades.

20 outubro 2022
Pessoa a consultar canal Netflix num tablet

iStock

Com a diversidade de novos títulos e temporadas ao rubro, a escolha do serviço de streaming pode ser penosa. A série House of the Dragon, prequela do aclamado título Game of Thrones, está na HBO Max. Para assistir à série Andor, do universo Star Wars, é preciso conta na Disney+. Outra muito aguardada prequela, The Rings of Power, que antecede a história de The Lord of the Rings, está na Amazon Prime Video. Fugindo do registo da fantasia para a veia dos serial killers, quem quiser seguir Dahmer tem de fazer-se subscritor da Netflix.

Para acompanhar estas novidades, repartidas por quatro plataformas, é preciso gastar, mínimo dos mínimos, 24,39 euros por mês – a somar à subscrição do serviço de telecomunicações, que, se incluir televisão com box, net e telefone fixo, custa desde 35,90 euros com fidelização. Conclusão: não é barato. Daí que muitos cedam à tentação, e os inquéritos junto dos subscritores da DECO PROTESTE comprovam-no, de partilhar o acesso às contas com familiares e amigos, para usufruírem de todos os conteúdos por um preço mais leve.

Os termos e condições nem sempre são explícitos, mas, no geral, referem que a partilha é permitida apenas entre coabitantes e familiares próximos. A Netflix tem o serviço mais restritivo: só a admite entre coabitantes e tem estudado forma de detetar irregularidades. Se é legítimo controlar estas situações, a DECO PROTESTE não pode concordar com certas práticas num teste-piloto da Netflix.

Netflix quer punir partilhas indevidas

Em março deste ano, a Netflix iniciou um teste-piloto no Peru, no Chile e na Costa Rica que visava detetar e impedir a partilha indevida de dados de acesso às contas. Encontrada uma irregularidade, anunciou cobrar aos clientes dos planos Standard ou Premium um extra que, após conversão, oscilava de 2 a 3 euros e que correspondia à possibilidade de adicionar um ou dois membros.

O teste suscitou dúvidas e reclamações. Muitos utilizadores estavam convencidos de que a partilha entre familiares era admissível. Mas a verdade é que os termos e condições da Netflix barram a partilha entre parentes que residam noutra habitação. A regra parece excessiva, e a introdução de mecanismos de controlo é de difícil implementação. O que fazer quando familiares que vivem na mesma casa querem usar o serviço num alojamento de férias por um período mais alargado? Será justo que um filho que vai estudar para outra cidade não possa usar a conta do agregado familiar?

DECO PROTESTE discorda de métodos da Netflix

Fala-se que a deteção de partilhas indevidas chegará a Portugal no próximo ano, embora não haja certezas absolutas. A DECO PROTESTE discorda dos mecanismos experimentados no teste-piloto realizado na América Latina. A própria Netflix saberá que não pode aplicar tais controlos de forma extensiva, sem levar a bloqueios injustificados e à insatisfação dos clientes. Isto quando, sujeita a feroz concorrência, vem perdendo subscritores em todo o mundo. Uma forma realista de impedir partilhas indevidas é cada serviço fixar um limite sensato no número de reproduções simultâneas.

Junte-se à maior organização de consumidores portuguesa

A independência da DECO PROTESTE é garantida pela sustentabilidade económica da sua atividade. Manter esta estrutura profissional a funcionar para levar até si um serviço de qualidade exige uma vasta equipa especializada.

Registe-se para conhecer todas as vantagens, sem compromisso. Subscreva a qualquer momento.

Junte-se a nós

 

O conteúdo deste artigo pode ser reproduzido para fins não-comerciais com o consentimento expresso da DECO PROTESTE, com indicação da fonte e ligação para esta página. Ver Termos e Condições.