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Concorrência aumenta, mas Netflix continua à frente

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Sujeita a concorrência acirrada, a Netflix está em perda de subscritores, mas continua a ter o melhor catálogo e a ser uma referência na navegação e na localização e recomendação de conteúdos. Se tivermos em conta também o preço, a Amazon Prime Video é a opção mais equilibrada.

27 outubro 2022
Rapaz deitado numa cama, com headphones no pescoço, a fazer streaming de vídeo num computador portátil pousado nos joelhos

iStock

A DECO PROTESTE voltou a testar os serviços de streaming de vídeo. É claro que a escolha depende muito dos gostos pessoais e das séries que se acompanha. Mas existem outros aspetos importantes na decisão: preço, qualidade da imagem, facilidade em navegar na plataforma e localizar conteúdos, quantidade de aparelhos a partir dos quais é possível aceder ao serviço, número de logins simultâneos e gestão dos dados móveis.

Apesar da forte concorrência, que tem ditado uma importante perda de subscritores, a Netflix continua a oferecer o melhor serviço. Ainda assim, um preço vantajoso e assinaláveis melhorias na interface de smartTV, nas legendas e nas dobragens de conteúdos infantis tornam a Amazon Prime Video numa escolha mais equilibrada. A adesão traz igualmente a isenção de custos na entrega de algumas encomendas feitas na Amazon, uma seleção de jogos e o alojamento de fotografias, sem compressão nem limites, no Amazon Photos. Veja os resultados do teste.

Catálogos de streaming em expansão

Netflix, Amazon Prime Video, Disney+, HBO Max e Apple TV+ são os principais serviços de streaming em Portugal, alguns de pendor generalista, outros com conteúdos direcionados para perfis específicos. Ao analisar a oferta de séries, filmes, documentários e conteúdos infantis, a DECO PROTESTE teve em conta, não só o número, como também a percentagem de presença dos títulos mais populares segundo a base de dados Internet Movie Database (IMDb), que contém informações e estatísticas sobre a indústria audiovisual. Estes dois critérios mantêm a Netflix no primeiro lugar. Somando todos os títulos das plataformas concorrentes, a Netflix ainda fica à frente. Exceção: os conteúdos infantis. Aqui, a coroa de louros cabe à Disney+.

E alternativas à Netflix? A HBO Max, agora com catálogo ampliado, é uma opção interessante para séries, não tanto pela quantidade, mas sobretudo pela popularidade de alguns títulos. Nos filmes, a Disney+ tem grande número de títulos e uma percentagem dos mais populares similar à da Netflix. Nos documentários, HBO Max e Disney+ são boas escolhas.

Resumindo, embora a Netflix deixe a concorrência à distância, a HBO Max e a Disney+ também propõem um catálogo apreciável. A Amazon Prime Video, embora satisfatória, está um pouco abaixo e, no fundo da lista, surge a Apple TV+, com um catálogo realmente pobre.

Apesar desta avaliação, baseada em métricas, a identificação com o catálogo é algo de pessoal. Por isso, um período de experiência grátis faz a diferença. Infelizmente, deixou de ser concedido pela Netflix e pela HBO Max. Na Apple TV+ e na Disney+, é de sete dias. Apenas a Amazon Prime Video mantém os 30 dias comuns no passado.

E se o serviço não agradar? Cancelar a subscrição está ao alcance de poucos cliques, se o processo for concluído no browser. Nas apps no telemóvel, não é muito diferente. Já na smartTV, não é possível.

Plataformas estão mais amigas do utilizador

No browser, no telemóvel ou no tablet, numa smartTV, numa consola de jogos, numa box do serviço de televisão ou num leitor multimédia, muitas são as opções para aceder ao streaming. A compatibilidade com equipamentos tem-se alargado e, embora todos os serviços agradem, na dianteira está a Netflix, cuja app se encontra disponível ou pré-instalada em muitos dispositivos, incluindo todos os televisores mais recentes, e, muitas vezes, tem um botão dedicado no telecomando.

Instalados os serviços, a DECO PROTESTE recorreu a um painel de utilizadores para avaliar a navegação, a localização ou facilidade em retomar a reprodução de títulos interrompidos, o sistema de recomendações, a descrição dos conteúdos e a exibição de trailers. E, na usabilidade, a Netflix é também referência. Menus bem desenhados, com navegação fluida no site, na app móvel e na smartTV, trailers que se iniciam ao parar o cursor sobre um conteúdo na página de entrada e o melhor sistema de recomendações é o que oferece. A Amazon Prime Video também agradou: os utilizadores destacaram a boa organização, o aspeto apelativo e a opção “X-Ray”, que fornece uma descrição de cada ator envolvido na cena que está a ser visionada. A HBO Max e, em especial, a Disney+ também têm boa usabilidade. Já a Apple TV+ revelou menus confusos, fluidez de navegação algo inferior, ausência de um verdadeiro sistema de recomendações e a mistura de conteúdos incluídos na subscrição com outros disponíveis para aluguer.

As legendas e as dobragens são igualmente centrais na experiência de utilização. O painel encontrou problemas mínimos nas legendas. O veredicto foi também favorável à Netflix, à HBO Max e à Disney+ nas dobragens de áudio. Já a Apple TV+ tem poucos títulos infantis dobrados e, mesmo estes, estão em português do Brasil. A Amazon Prime Video, que, no último estudo da DECO PROTESTE, falhava nas dobragens de conteúdos para crianças, tem já a maioria dos títulos a soar no nosso português. Embora ainda se encontre abaixo do oferecido por Netflix, HBO Max e Disney+, alcança já um nível satisfatório.

Os utilizadores aferiram, por fim, as possibilidades de personalização, e, genericamente, todos os serviços cumprem. Só a Apple TV+ não foi bem avaliada: as razões vão das escassas opções de configuração das legendas ao pouco prático modo para os utilizadores acederem aos perfis.

Opções para gestão dos dados móveis

Descarregar conteúdos para ver offline, por exemplo, no telemóvel, tem óbvia utilidade. E, agora, já é possível restringir o uso dos dados móveis em todos os serviços: evita que se inicie a reprodução sem noção dos gastos. Também em quase todos os serviços é possível escolher a qualidade dos vídeos na reprodução com recurso aos dados móveis. A HBO Max é a exceção. Ainda útil é informar o utilizador do volume de dados que cada nível de qualidade implica. Mas só a Amazon Prime Video o faz, limitando-se a concorrência a indicações genéricas. Atenção recomenda-se, para afastar as surpresas da fatura do telemóvel.

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