Guia de compras

Televisores: guia de compras

17 maio 2016
Como comprar televisores

17 maio 2016
A maioria dos televisores estão preparados para as emissões televisivas digitais terrestres (TDT). Por vezes, apresentam os logos DVB-T MPEG4, HDTV ou HDTV1080p, que garantem a presença do sintonizador TDT. Alguns ostentam apenas DBV-T, mas não é suficiente, pois só podem converter sinais em MPEG2. Em Portugal, é preciso que convertam para MPEG4.
Grande parte dos televisores LCD ou plasma são Full HD: possuem 1080 linhas horizontais de resolução.

Atualmente, as emissões de TV em sinal aberto estão em formato PAL, que permite a transmissão de 576 linhas horizontais. Para este tipo de conteúdo, qualquer resolução que se encontra no mercado é suficiente.

A alta definição (do tipo 720p, 1080i ou 1080p) está presente nos filmes Blu-ray, jogos de consolas mais recentes (Sony PS3, Microsoft Xbox 360) e em alguns canais de satélite, cabo, IPTV e fibra ótica. Caso utilize alguns destes suportes, escolha um ecrã de, no mínimo, 32 polegadas.

Nos televisores LCD ou plasma, o consumo de um ecrã plano aumenta com o tamanho deste e é bastante mais elevado nos plasma, sobretudo nos Full HD. Em geral, um plasma HD-Ready gasta o dobro e um Full HD mais 160% do que um LCD com LED de dimensões idênticas. Entre os modelos LCD, os que têm retroiluminação LED garantem, em média, uma poupança de cerca de 36 por cento.

Tipos de retroiluminação

Um LCD LED e um LCD típico só se distinguem pelo tipo de retroiluminação. No primeiro, centenas de pequenos díodos emissores de luz substituem as lâmpadas fluorescentes dos LCD. Prescindir das lâmpadas permite construir aparelhos mais finos e reduzir o consumo. Ao nível da imagem, contraste e ângulo de visão, em termos médios, não se verificam diferenças entre os LCD típicos e os que usam LED. A imagem depende, sobretudo, do processador gráfico.

Nestes aparelhos existem duas técnicas de construção distintas: Edge lit LED (a iluminação LED está situada somente na zona periférica traseira do ecrã) e Direct LED (matriz dinâmica RGB). Os primeiros permitem obter ecrãs mais finos e os segundos conseguem um controlo mais preciso da iluminação em cada zona do ecrã.

LCD típico

Usam lâmpadas fluorescentes e gastam, em média, menos 60% de energia do que o verificado nos plasma. Os ecrãs LCD são menos refletivos, embora a perceção de detalhe nas zonas escuras seja menor.

LCD LED, matriz dinâmica RGB

Ajuda a obter níveis de negro mais profundos e melhor contraste. Mas não permite televisores tão finos como os que usam o método Edge-Lit.

LCD LED, Edge-Lit

Os LED são colocados na zona periférica, ideal para obter aparelhos mais finos. Os elementos difusores garantem que a iluminação se propaga de modo uniforme.

LCD: equipamento à medida

A ligação HDMI é a ligação universal de equipamentos de vídeo mais comum. Quase todos os leitores e gravadores de DVD, caixas descodificadoras e leitores de Blu-ray, ou qualquer outro equipamento que reproduza sinais de vídeo de alta definição, têm uma saída HDMI.

Deste modo, quantas mais fichas HDMI tiver mais aparelhos poderá ligar ao televisor.

Alguns aparelhos permitem ainda a gravação de emissões TDT para dispositivos USB.

Além da gravação, a entrada USB dos televisores permite ligar qualquer máquina digital, pen-disk ou disco rígido para ver fotos ou vídeos em formatos como DivX ou MKV. A compatibilidade com os ficheiros varia consoante o modelo. Alguns LCD e plasma têm leitor de cartões de memória. Verifique se os exemplares da sua máquina são compatíveis.

Há cada vez mais aparelhos que pode ligar à Net, tanto por cabo de rede (Ethernet), como por Wi-Fi. Tal permite aceder a conteúdos específicos como aplicações de serviços, notícias ou redes sociais, disponíveis no portal da marca. Mais raros são os modelos com um browser para introduzir endereços e fazer uma navegação integral. Mesmo nesses casos, alguns conteúdos (por exemplo, em Flash ou Acrobat) ficarão interditos.

Outra possibilidade é o acesso a ficheiros multimédia em computadores ligados na rede doméstica. Desde que o PC tenha um software compatível com DLNA (como Windows Media Player 11 ou 12), pode aceder no televisor a ficheiros de música, fotografia e vídeo em formatos compatíveis.

Terceira dimensão ainda limitada

Para ver 3D em casa, é necessário um televisor compatível, óculos específicos e vídeo em 3 dimensões. Como ainda não há emissões televisivas em 3D, a utilização limita-se aos poucos filmes em Blu-ray ou jogos compatíveis com 3D. O leitor de Blu-ray ou a consola também têm de estar preparados para reproduzir esse formato.

Muitos dos televisores 3D utilizam óculos com sistema de obturação ativa, que são sincronizados com o televisor por infravermelhos. A maioria dos modelos inclui, no máximo, dois pares de óculos. À parte, os óculos custam 45 a 150 euros.

Alguns aparelhos utilizam óculos passivos com lentes polarizadas, o mesmo princípio do cinema em 3D. Mais leves, confortáveis e baratos, estes óculos podem funcionar com alguns televisores. A qualidade do efeito 3D nos modelos com óculos passivos melhorou bastante.