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Sessão da DECO em Évora sobre TDT dominada por acesso no centro histórico

23 janeiro 2012

23 janeiro 2012

Munícipes esclareceram dúvidas e experimentaram equipamento. Muitos ficaram insatisfeitos com a notícia do fim do sinal de televisão por cabo, fornecido pela câmara desde 1990.

A 3 meses da data-limite para mudar para a TDT, o Palácio Dom Manuel, em Évora, acolheu uma das sessões de informação sobre TDT da DECO, que continuam por todo o País. Veja qual é a mais próxima da sua zona no calendário e contacte as nossas delegações para saber como participar.

Sala cheia no arranque da sessão, com mais de 70 participantes. 

“Não comprem descodificadores que indiquem ‘MPEG2’ aos vizinhos espanhóis, o sistema de codificação que usamos é diferente. Nós conseguimos ver os canais de Espanha, mas eles não veem os nossos”. O engenheiro Hugo Alqueva, da DECO, explicou à assistência como reconhecer o equipamento compatível, como confirmar o tipo de cobertura de sinal e alertou que a TDT não obriga a subscrever um serviço de televisão pago.

Hugo Alqueva, da DECO, apresentou ligações necessárias ao público.

Para um público sobretudo idoso, as ligações SCART e HDMI deixaram de ser estranhas, pois houve espaço para ver os cabos e experimentá-los na mão. “O meu televisor é como esse que aí têm, o mais antigo. Também dá para usar com descodificador?”: uma preocupação partilhada por várias vozes. “Os televisores CRT, mesmo sem ligação SCART, não têm de ir para o lixo. Precisa de um descodificador com modulador de sinal integrado ou ligá-lo em separado”, garantiu a DECO.

Reconhecer ligações tornou-se mais fácil com os equipamentos à vista.

A apresentação contou com vários elementos da autarquia. Muitos munícipes quiseram saber se o acesso alternativo à televisão no centro histórico, instalado pela câmara em 1990, se mantém com a TDT. A desativação foi confirmada.

Munícipes ouviram respostas da câmara sobre o atual sistema de acesso à televisão.

Autarquia estuda apoio à compra de equipamentos
Após a classificação do centro histórico de Évora como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO, a câmara municipal propôs aos habitantes da zona a retirada das antenas de televisão dos telhados, para preservar a estética da cidade. Em 1990, quem aderiu pagou cerca de € 200 para receber o sinal de televisão por cabo.

A partir de 26 de abril, esse sistema vai ser desativado. Com cobertura de sinal terrestre, os habitantes terão de comprar uma caixa descodificadora por televisor e equipar-se com uma antena.

E por que não disponibilizar as novas emissões digitais pelo sistema por cabo? Cláudia Sousa Pereira, vereadora do centro histórico de Évora, explica que “o sistema deixou de ter capacidades e tornou-se obsoleto. Os 18 canais transmitidos de início foram diminuindo para 8 e 4 canais, à medida que a Espanha migrou para o sinal digital, e as avarias aumentaram, também devido a ligações pirata de uma mesma caixa.” Só no ano passado, segundo a autarca, a câmara pagou 60 mil euros em reparação e não encontrou uma empresa interessada em assumir a manutenção.

"O sistema da câmara tornou-se obsoleto com avarias frequentes."

Muitos cidadãos ficam sem televisão ao fim de semana,” revela a vereadora da Câmara Municipal de Évora.
Para as famílias mais carenciadas, Nuno Cavalheiro, da divisão de ação social da autarquia, garantiu que estão a estudar o apoio na compra do equipamento para a TDT. “Atualmente, mais de 2 mil munícipes usufruem de apoio e descontos em vários serviços e estimamos que, desses beneficiários, 52 possam ter direito a comparticipação, para que esta mudança fique a custo zero”, avança o técnico. 

"Estimamos que 52 munícipes possam mudar para a TDT a custo zero."