Dicas

LCD ou OLED: que televisor escolher?

O mercado dos televisores evolui muito e rapidamente. Sabe qual é a diferença entre um ecrã LCD e OLED? E que dentro dos painéis LCD pode encontrar diferentes tecnologias, consoante o tipo de retroiluminação e de filtros existentes? Ajudamos a distinguir e a escolher o tipo de ecrã mais adequado. 

30 maio 2022
televisores - LCD, Led ou OLED, qual escolher?

iStock

O melhor ecrã de televisão nem sempre depende do preço. A grande maioria dos televisores tem painéis LCD (Liquid Crystal Display - Ecrã de Cristais Líquidos). Vários destes, normalmente já situados entre as gamas média a alta, contam com tecnologias que permitem melhorar o seu desempenho, desde elementos que melhoram, sobretudo, a pureza e a gama das cores reproduzidas - como os Quantum Dot e NanoCell - a inovações como os Mini-LED, que permitem melhorar o controlo do contraste.  

Do outro lado temos a tecnologia OLED, também normalmente restrita, sobretudo, a modelos de gama alta, que apresentam níveis de contraste e ângulos de visão difíceis de igualar.

Quais são as vantagens e desvantagens de cada tecnologia? O que as diferencia? Elencamos as diferenças, para ajudar a escolher o melhor tipo de ecrã.

O segredo está nos píxeis

Quanto aos ecrãs, tudo depende da forma como os píxeis ou pontos de cor são gerados, o que é decisivo para avaliar a qualidade da imagem, desde a fonte de iluminação que é usada a elementos que façam a sua filtragem.

Ecrãs LCD com Quantum Dot e NanoCell 

Os painéis com Quantum Dot são uma das evoluções presentes nos LCD. Relativamente a um ecrã LCD típico, a retroiluminação é alterada, assim como o percurso que faz até atingir o filme de cristais líquidos. São usados leds azuis (brancos, no caso dos LCD típicos), que depois são aplicados a um filme com biliões de nano cristais (os “quantum dots”). Cada um destes cristais, conforme a sua dimensão, produz um tipo distinto e muito bem definido de cor, garantindo-se assim uma elevada precisão na reprodução de cores. Desta forma, a densidade de luz e espetro de cores produzidos serão superiores aos ecrãs LCD vulgares.

Os Quantum Dot têm como calcanhar de Aquiles a incapacidade de produzir negros profundos. Conseguem, mesmo assim, um bom contraste muito à conta dos elevados níveis de brilho que conseguem alcançar.

A tecnologia NanoCell, à qual a LG recorre em vários dos seus LCD de gama mais alta, é diferente da Quantum Dot. Aqui trata-se de ecrãs LCD LED, que têm um filtro de nano cristais que aumenta a pureza na reprodução das cores e o ângulo de visão.

Ecrãs LCD com Mini-LED

No caso dos ecrãs LCD com Mini-LED são usados, na retroiluminação, elementos LED muito mais pequenos. As vantagens são evidentes: desde logo, há uma capacidade muito superior de controlo do contraste e nível de luminosidade ao longo do ecrã. Ou seja, nestes ecrãs os níveis de negro podem ficar muito próximos dos níveis dos ecrãs OLED. Podemos ter painéis ainda mais finos, melhores ângulos de visão e precisão de reprodução das cores.

Ecrãs OLED

Os píxeis OLED (Organic Light Emitting Diode) produzem a sua própria luz, o que permite o controlo de brilho píxel a píxel, economizando camadas e conseguindo ecrãs de espessura mínima. É ainda essa capacidade que lhes garante a obtenção de níveis de negro profundos e, logo, de excelentes níveis de contraste.

A visão é quase perfeita de todos os ângulos. A precisão da reprodução das cores é igualmente muito elevada e não existem problemas de falta de uniformidade ao longo do ecrã.

O nível de luminosidade máximo pode ser um pouco mais reduzido em relação a alguns ecrãs LCD com HDR. 

Que tipo de ecrã escolher?

A pesar na escolha poderá estar, em primeiro lugar, o orçamento, o seu grau de exigência e ainda o tipo de utilização que faz do aparelho. Se não for particularmente exigente, ou visionar sobretudo emissões de televisão, certamente que existem diversos aparelhos LCD LED que lhe vão garantir uma boa qualidade a um preço interessante. Estes ainda são os aparelhos que recomendamos à generalidade dos consumidores. 

Caso seja um utilizador um pouco mais entusiasta ou exigente, procurando a melhor qualidade possível, pode encontrar excelentes soluções entre as diversas tecnologias, como os Quantum Dot, os NanoCell e, sobretudo, os Mini-LED e OLED.

Note ainda que estas vantagens técnicas apresentadas por estas novas tecnologias só são realmente vantajosas se tudo o resto funcionar de forma harmoniosa. Imagine um OLED com um excelente contraste, mas que apresenta problemas de fluidez ou ruído visível no fundo das imagens. Ou um Quantum Dot com cores ricas, mas com um contraste mal balanceado ou mesmo com um som sem graves. O que realmente interessa é o desempenho global dos televisores.

Veja, no nosso comparador de televisores, os melhores do teste. Antes de comprar, saiba todos os detalhes a ter em conta no nosso guia para escolher televisores.

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