Como testamos

Televisores: como testamos

01 março 2019
televisores

01 março 2019
Todos os anos, testamos mais de 200 televisores em laboratório. Imagem, som, consumo e funcionalidades de Smart TV são alguns dos critérios em prova.

Para avaliar um televisor, elaboramos uma lista de testes em laboratório. A qualidade de imagem é o critério mais importante, que verificamos através de medições técnicas e de testes práticos com um painel de utilizadores. Outros parâmetros em análise incluem a qualidade do som, o consumo energético e a facilidade de utilização.

Para avaliar a qualidade de imagem, fazemos várias medições técnicas sobre aspetos como o ângulo de visão, a visibilidade com luz ambiente, a fluidez das imagens, o rácio de contraste e a existência de problemas na imagem, como o clouding e a fuga de retroiluminação. Realizamos também testes de visionamento. 

 

Nos testes de visionamento recorremos a vídeos com diferentes níveis de resolução: SD (emissões com sinal TDT), HD (alta-definição, através de uma ligação HDMI) e Ultra-HD (4K). 

Todos os testes de visionamento são feitos após realizarmos a calibração da imagem. Nos vídeos HD os testes de visionamento são também feitos com os parâmetros de imagem de origem, para identificar os modelos que oferecem a melhor qualidade de imagem sem necessitar de ajustes. No caso dos vídeos 4K, são feitos testes com e sem HDR, para verificar como são os ganhos de qualidade dos conteúdos em 4K HDR.

O visionamento acontece numa sala com luminosidade controlada e à distância que consideramos ideal para garantir um visionamento mais confortável (cerca de 2,3 vezes a diagonal do ecrã). Garantimos uma qualidade de sinal igual nos vários televisores em teste e pedimos a utilizadores experientes que avaliem a qualidade das imagens de algumas sequências de vídeo.

Entre as medições técnicas à qualidade da imagem, uma das mais importantes é a medição do rácio de contraste. Este valor indica a diferença de luminosidade produzida entre uma área branca da imagem (desejavelmente de luminosidade elevada) e uma área negra (quanto menos luminosa, mais próxima de um nível de negro profundo estará). 

Medimos a luminância do ecrã a uma distância de 2 metros, numa imagem negra com um quadrado branco na zona central. Para fazer estas medições, criamos um cenário com condições realistas, embora otimistas: mantemos todas as luzes desligadas na sala de teste e evitamos as reflexões de luz, usando cortinas negras na parede traseira.

Outras analises técnicas relevantes incidem sobre as perdas de contraste e desvios da temperatura de cor para os diferentes ângulos de visão, a refletividade dos ecrãs ou a fluidez na reprodução das diferentes sequências de vídeo.  

O consumo energético é medido através dos mesmos parâmetros utilizados nos testes de visionamento. Os televisores são configurados de forma uniforme (ou seja, com os mesmo níveis de luminosidade, contraste, etc.), para que as medições sejam comparáveis. 

A luminância dos ecrãs é medida enquanto reproduzem a mesma imagem de teste. O consumo em funcionamento é medido sobre a mesma imagem, através de um Wattímetro. O consumo é ainda medido com o aparelho em stand-by e desligado.

Teste à qualidade do som e facilidade de utilização

Para medir a qualidade do som são igualmente feitas medições técnicas e testes de audição com um painel de utilizadores familiarizados. É-lhes pedido que escutem excertos de música clássica (para avaliar a gama dinâmica) e música pop (para verificar a reprodução de graves) e parte de um filme com muitos diálogos (para averiguar se a conversação é fácil de entender).

Para determinar a facilidade de utilização, recorremos novamente a um painel de utilizadores. É-lhes pedido que realizem várias tarefas e avaliem a sua dificuldade. Entre outros aspetos, verificam: 

  • a instalação do aparelho (remover da caixa, fazer ligações, sintonizar canais, configurar a rede wi-fi, etc);
  • o uso quotidiano (ações que dependem sobretudo da ergonomia do comando remoto, como selecionar canais e regular o volume);
  • a navegação nos menus;
  • ajustes de imagem e som;
  • a gestão dos cabos ligados ao televisor;
  • a utilização do botão de pausa enquanto se assiste a um programa que está a dar na televisão (nos televisores sem caixa descodificadora do operador); 
  • a gravação de programas TDT (ou do pacote de canais dos operadores de TV paga, distribuídos por cabo coaxial);
  • o uso do Guia Eletrónico de Programas (ou EPG – menu do televisor que mostra a grelha de programação dos vários canais, bem como os seus detalhes, e permite agendar gravações);
  • a ligação de aparelhos externos ao televisor, como câmaras de vídeo e máquinas fotográficas;
  • o manual de instruções.

Conheça os resultados e a nossa avaliação a cada televisor e compare modelos no nosso teste a televisores.