Primeiras impressões

Tidal: concorrente tímido do Spotify no streaming de música

13 abril 2015
tidal

13 abril 2015

O Tidal permite ouvir música via streaming mantendo a qualidade original do ficheiro áudio. Mas o investimento mensal de € 13,99 na versão Tidal HiFi só se justifica se tiver um equipamento suficientemente bom para desfrutar da pureza musical.

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O Tidal chegou recentemente ao mercado pelas mãos do rapper Jay Z. O objetivo é rivalizar com o Spotify, a atual referência quando falamos em música via streaming. Para isso, a aposta recai na versão Tidal HiFi que, por € 13,99 por mês, oferece formatos de áudio losseless, ou seja, não é retirada nenhuma informação da música, ao contrário do que acontece, por exemplo, com os formatos MP3 ou WMA. Há uma versão de subscrição do Tidal mais barata, a Premium, que custa € 6,99 por mês - o mesmo valor do Spotify Premium - mas que oferece uma qualidade áudio inferior.

No streaming de música, o utilizador nunca fica na posse do ficheiro. Este é transmitido através de uma ligação de Internet e não fica gravado na memória do PC ou do smartphone.

O Tidal não tem nenhuma versão gratuita, ao contrário do rival Spotify.
O Tidal não tem nenhuma versão gratuita, ao contrário do rival Spotify.
Parece-nos interessante a ideia de o utilizador ouvir música via streaming com a mesma qualidade que ouviria num CD. Mas o Tidal HiFi parece fazer sentido apenas para audiófilos que disponham de bons equipamentos e para desfrutar sobretudo em casa. As diferenças serão percetíveis sobretudo numa aparelhagem hi-fi com colunas de som de elevada qualidade, em auscultadores profissionais e para músicas com maior gama dinâmica e detalhe, como música clássica ou jazz. Para os restantes utilizadores, as diferenças de qualidade que obtêm com o Tidal Premium ou o Spotify Premium são quase impercetíveis, não justificando o investimento adicional.