Primeiras impressões

$name


Apenas 9 dias após o lançamento da aplicação Facebook Home, a expectativa dos utilizadores fez-se notar com 500 mil downloads. Isto apesar de a aplicação só estar disponível para poucos aparelhos: Samsung Galaxy S3, Galaxy S4, Galaxy Note 2, HTC One, One X e One X+.

Inicialmente, o Facebook pretendia lançar um smartphone, mas optou por esta aplicação que altera completamente a interface do aparelho e a forma como é utilizado, dando prioridade absoluta ao Facebook e aos contactos em detrimento de outras aplicações.

Tudo na aplicação parece concebido para que o utilizador só utilize o Facebook no smartphone, bem como sincronize os seus contactos com os daquela rede social. A aplicação privilegia o Facebook Messenger para as mensagens em vez das SMS.

O ecrã inicial é substituído por notícias do Facebook, comentários e fotos dos seus contactos.

Os menus e ícones ganharam uma aparência mais austera e são organizados numa ordem que não é personalizável. Os atalhos e widgets foram eliminados. Pior: é preciso procurar para encontrar as funções de telefone e SMS.

A funcionalidade mais interessante desta aplicação é o Chat Heads, que permite ler e responder rapidamente a mensagens mesmo enquanto se utiliza outras aplicações. No entanto, para ter esta funcionalidade não precisa de instalar o Facebook Home. Basta utilizar a última versão do Facebook Messenger, disponível para a maioria dos aparelhos Android.

Facebook intrusivo
Um dos pontos mais criticados e sensíveis é a recolha de informações pelo Facebook. Localizações, registos de aplicações abertas, notificações e contactos: tudo passa pelo Facebook. Alguns utilizadores ainda temem, e com razão, pelo respeito da sua privacidade.

Para quem utiliza um bloqueio de ecrã com padrão ou código, esta aplicação apresenta uma falha de segurança. Este ecrã está sempre ativo e certas informações ficam desprotegidas, permitindo, por exemplo, fazer “Gosto” e comentar e ver todos os feeds.