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Relógios inteligentes: as primeiras experiências dos utilizadores

14 agosto 2014 Arquivado

14 agosto 2014 Arquivado

Ligado ao smartphone, o relógio inteligente permite visualizar as mensagens, descarregar aplicações e outras funções. Para os utilizadores, a bateria é o ponto crítico.

Também designados por smartwatch, os relógios inteligentes permitem ver as notificações que chegam ao smartphone, descarregar aplicações e responder a chamadas sem mexer no smartphone. Apesar das promessas da publicidade, os relógios inteligentes têm um longo caminho a percorrer para convencer. E por aquilo que vimos na CES 2014, a feira eletrónica de Las Vegas, as marcas estão focadas na evolução desta tecnologia.

Os relógios inteligentes acusam muitas limitações e a sua utilidade é duvidosa. Se mesmo assim pretende seguir as tendências, veja a nossa seleção desde 109 euros.

Para os nossos inquiridos, o Pebble (à direita) vence os rivais em todos os critérios decisivos.
Para os nossos inquiridos, o Pebble (à direita) vence os rivais em todos os critérios decisivos.

Para conhecer a opinião e o nível de satisfação dos utilizadores, inquirimos mais de 150 consumidores. Quase metade dos inquiridos (46%) receberam o relógio inteligente como presente. Entre quem decidiu equipar-se com um exemplar, a motivação para mais de um terço foi a curiosidade, seguida do fascínio pelas novas tecnologias. Para os trunfos que os relógios inteligentes apresentam, o investimento é muito elevado. Os nossos inquiridos pagaram € 100 a € 240 pelo equipamento.

Consultar mensagens e pouco mais

O relógio inteligente não é um dispositivo independente. A maioria das funções depende da ligação Bluetooth ao smartphone. Ver as horas e consultar as mensagens ou o e-mail são as tarefas mais comuns. Quase metade dos inquiridos utilizam este relógio sobretudo durante o dia. Apenas uma minoria o utiliza como dispositivo de fotografias e vídeos ou como GPS. Ainda assim, mais de um terço consulta as redes sociais através do relógio inteligente.

Os inquiridos estão muito mais satisfeitos com o relógio clássico de pulso, quer na precisão, quer na utilização. Para o utilizador, o que faz a diferença num relógio inteligente é o funcionamento, a utilização e as aplicações. Um em cada quatro inquiridos denuncia a falta de duração da bateria como a principal crítica. Mas as falhas na ligação Bluetooth também são apontadas por 21 por cento. Um quinto dos utilizadores queixa-se do mau funcionamento das aplicações e da má utilização dos botões físicos.

A duração da bateria é o grande inconveniente. Os relógios inteligentes são mais um aparelho para carregar com frequência, além do smartphone e do tablet.

Pebble satisfaz mais

Na classificação por modelos, o Pebble vence em toda a linha. É seguido pelo Sony SmartWatch e em último lugar pelo Samsung Galaxy Gear. Numa escala até 100 pontos, o Pebble conquista as pontuações mais elevadas em todos os critérios. Da compatibilidade com o smartphone à bateria, passando pela utilização, os inquiridos com o Pebble são os mais satisfeitos.

Metade não considera estes relógios como um grande avanço tecnológico. E não estão seguros quanto à recomendação da compra. Para a grande maioria, os relógios inteligentes nunca irão substituir os clássicos.

Relógios inteligentes: satisfação por modelo (até 100)
  Compatibilidade com smartphone Utilização Aplicações Autonomia da bateria Satisfação global
Pebble 85 89 69 77 85
Sony SmartWatch 2 75 70 68 66 76
Samsung Galaxy Gear 67 64 62 59 67