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Maioria dos powerbanks aquém da capacidade anunciada

Todos ressuscitam smartphones e tablets, mas uns fazem-no melhor do que outros. A maioria não cumpre a capacidade indicada e alguns perdem carga em repouso.

  • Dossiê técnico
  • Pedro Mendes e Sofia Costa
  • Texto
  • Inês Lourinho
29 abril 2020
  • Dossiê técnico
  • Pedro Mendes e Sofia Costa
  • Texto
  • Inês Lourinho
Powerbanks

iStock

A diferença entre um telemóvel que morre à vista da praia ou que ainda tem energia para dar umas braçadas, e chegar a terra firme, pode estar num carregador. Conhecidos como powerbanks, estes dispositivos são úteis tanto no dia-a-dia como numa viagem.

Mas um powerbank é só ligar ao smartphone ou tablet e esperar que faça a devida transfusão de energia, certo? O nosso teste diz que não é bem assim.

Powerbanks há muitos, com patamares de qualidade igualmente diversos. E não se pense que, se não fizerem bem, também não fazem mal. Além de comprometer a função de carregamento, uma qualidade inferior pode danificar o smartphone ou o tablet, se o powerbank não dispuser de proteção contra sobreaquecimento e curto-circuito. A escolha deve ser, por isso, criteriosa, e poupar na qualidade não compensa, até porque se encontram bons aparelhos por 20 euros, mais coisa, menos coisa.

Perdas de energia para carregar o telemóvel

O principal atributo é a capacidade de armazenar energia, medida em miliamperes-hora ou, de forma simplificada, mAh. Os aparelhos mais pequenos acumulam 1500 a 2000 mAh, enquanto os maiores superam os 60 000. Significa que, numa hora, os mais pequenos podem debitar 1500 a 2000 mA e os maiores, 60 000 mA. Contudo, o aparelho que vai ser carregado é que determina a quantidade de energia transferida. Assim, em teoria, um powerbank com 40 000 mA carrega 10 vezes um smartphone com bateria de 4000 mA. Devido a perdas de energia e aos circuitos de proteção, só cumpre dois terços destes carregamentos.

No entanto, isto é confiar na palavra dos fabricantes. Se medirmos a corrente fornecida pelo powerbank, descobrimos discrepâncias consideráveis face aos valores anunciados, as mais graves das quais de 20 por cento. A razão é simples: os powerbanks testados usam baterias de lítio de 3,6 volts. Já as portas de carregamento têm valores variáveis, ligeiramente acima dos 5 volts. Esta diferença implica uma diminuição na energia transferida. Assim, é preferível comparar a potência anunciada, medida em miliwatts-hora (mWh). Mas, apesar de esta ser uma medida universal, não significa que possamos confiar nela tão-pouco. Para conhecer a energia efetiva, nada como o nosso teste.

Há que desconfiar ainda de um powerbank que, depois de carregado, permaneça duas semanas sem uso, pois existe alguma perda de energia. Na maior parte dos casos, é residual. Mas existem modelos em que se dissipam até 25 por cento.

Como escolher o powerbank

Na escolha, deve ter em conta sobretudo três critérios: capacidade, portas de carregamento e velocidade de carregamento.

Para um uso diário, um aparelho com 4000 a 5000 mAh de capacidade é suficiente. Para levar numa viagem, prefira um modelo de, pelo menos, 20 000 mAh.

Se a utilização que pretende fazer é diária, escolha um powerbank dotado de porta USB. Em viagem, prefira um aparelho com duas portas USB, uma das quais USB-C.

Já o tempo para carregar depende das características do equipamento que vai receber a energia (smartphone ou tablet) e da capacidade da respetiva bateria. Portanto, verifique estes elementos antes de escolher.

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