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Luzes LED podem danificar olhos e pele?

Estamos rodeados de luzes LED, do telemóvel ao computador e televisão. A Comissão Europeia avaliou o impacto dessa exposição na saúde.

  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
06 fevereiro 2019
  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
luzes led

iStock

Grande parte do dia-a-dia é passado em contacto com luzes LED, seja no computador, tablet e telemóvel ou em diferentes ambientes. Como são energeticamente eficientes, duráveis, compactas e sem emissão de calor, as LED têm inúmeras aplicações.

A Comissão Europeia solicitou ao Comité Científico dos Riscos Sanitários, Ambientais e Emergentes (SCHEER) uma avaliação deste tipo de luzes para determinar se representam algum perigo para a saúde humana. Os resultados afastam riscos e desfazem alguns mitos.

Radiações seguras

As luzes LED são pequenas lâmpadas num circuito elétrico que produzem radiação ótica quando os eletrões se movimentam dentro de um diodo ou dispositivo semicondutor.

Os dispositivos de LED emitem radiação ótica que não penetra no corpo, mas existiam dúvidas se poderia danificar os olhos e a pele consoante o tempo de exposição, o comprimento de onda e a intensidade da luz.

Os estudos mostram que o brilho dos ecrãs LED nos televisores, computadores, telemóveis, tablets e brinquedos é inferior a 10% da quantidade máxima dos limites de segurança estabelecidos para proteger a retina de lesões. Ou seja, os aparelhos que usam LED não representam risco para os olhos em uso normal.

A exposição típica à radiação ótica de LEDs é insignificante comparada com a do sol. Outros tipos de iluminação também emitem radiação ótica, que faz parte do espectro eletromagnético.

No entanto, ao contrário das luzes tradicionais, a maioria das luzes LED usadas atualmente emite pouco ou nenhum infravermelho.

Idosos e crianças mais vulneráveis

Alguns tipos mais antigos de luzes LED usadas nas ruas podem encandear quando olhados diretamente. As luzes LED dos carros, sobretudo os faróis, também podem ser uma fonte de brilho que incomoda, especialmente, os idosos.

Os mais novos têm uma sensibilidade maior à luz azul e, embora as emissões possam não ser prejudiciais, as LEDs azuis podem ofuscar as crianças.

De um modo geral, toda a luz afeta o ritmo circadiano, sobretudo a luz natural (dia) e a fase escura (noite), mas também a luz artificial. Existem algumas evidências de que o uso de LEDs à noite pode influenciar a qualidade do sono. No entanto, também tem de ter em conta a atividade realizada. Se vê um filme no tablet antes de dormir, por exemplo, pode ser o filme a afetar o sono e não a luz LED.

 

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