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iPhone recondicionado compensa, se tiver cuidado a comprar

Os smartphones recondicionados permitem poupar dinheiro e são uma forma de reaproveitar aparelhos em bom estado. Mas analise o telemóvel antes de o comprar.

  • Dossiê técnico
  • João Miguens e Sofia Costa
  • Texto
  • Isabel Vasconcelos
28 abril 2021
  • Dossiê técnico
  • João Miguens e Sofia Costa
  • Texto
  • Isabel Vasconcelos
Pilha de telemóveis recondicionados

Os telemóveis recondicionados são aparelhos que estiveram em exposição ou foram devolvidos aos fabricantes, revendedores ou lojas, por diferentes razões: pequenos defeitos, avarias ou retomas de campanhas e de contratos empresariais. Após serem inspecionados, reparados (se necessário) e limpos, são vendidos a um preço mais baixo. É ainda reposto o software e as definições de origem e, por vezes, atualizado o sistema operativo.

Pusemo-nos na pele dos consumidores e comprámos um destes aparelhos em dez lojas diferentes. O escolhido foi o iPhone 8 (64 GB), por ser um dos modelos recondicionados mais vendido. O objetivo não foi avaliar as lojas, mas descobrir se vale a pena optar por estes aparelhos e alertar para os aspetos a ter em atenção na compra, para que corra tudo bem.

O principal problema detetado na nossa análise foi a categoria (ou grade, como referem muitas lojas) anunciada, relativa à condição estética. Em regra, a categoria é mais otimista do que a real, embora também tivéssemos encontrado o contrário.

Verifique os aparelhos antes de comprar

A proveniência dos aparelhos recondicionados varia muito. Tanto pode tratar-se de um modelo que saiu da caixa para a mesa de exposição e está imaculado, como ter passado por uma utilização real, durante algum tempo. Por esta razão, podem apresentar sinais de desgaste, como pequenas falhas de tinta, arranhões, mossas ou riscos de vários tamanhos e profundidades.

Para determinar a condição estética dos aparelhos, as lojas recorrem a uma escala de classificação que pode ter quatro categorias (A+, A, B e C), embora tendam a variar de um local para outro.

  • A primeira (A+) aplica-se a smartphones em excelente estado, com riscos muito ligeiros e difíceis de ver. A maioria das lojas não contempla esta categoria.
  • Na A, figuram aparelhos em muito bom estado, com marcas mínimas e riscos muito leves e finos.
  • Na B, ficam aqueles em bom estado, que apresentam ligeiros sinais de uso, como riscos mais visíveis e pequenas falhas de tinta.
  • A categoria C reúne os modelos em estado razoável, com sinais de uso acentuado, como vários riscos, falhas de tinta e mossas.

Para confirmar a categoria anunciada dos dez aparelhos comprados, verificámos cuidadosamente o corpo, a moldura e o ecrã de cada um. Registámos e fotografámos todos os danos encontrados, como riscos, arranhões, falhas de tinta, mossas e sujidade excessiva, que se acumula nas microgrelhas dos altifalantes, por exemplo. Encontrámos vários aparelhos que nos foram vendidos na categoria errada.

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Atenção à garantia e saiba como escolher

Um aspeto importante quando se compra um aparelho recondicionado é a garantia. Embora não estejamos a falar de aparelhos novos, o consumidor tem de ter algum tipo de proteção. Por esta razão, aplica-se a lei definida para produtos usados: um prazo de garantia de 24 meses (dois anos), mas com possibilidade de reduzir para 12 meses, se houver acordo entre vendedor e comprador. Contudo, o prazo de garantia nunca poderá ser inferior a um ano. A loja Swappie foi a única a apresentar uma garantia de 24 meses, com exceção da bateria, para a qual referiu 12 meses. As restantes lojas indicaram 12 meses de garantia para os aparelhos. Este prazo é apresentado como fixo, o que não respeita a lei.

E valerá a pena investir num aparelho recondicionado? Tendo em conta que em fevereiro de 2021 o iPhone 8 de 64 GB, em novo, custava cerca de 550 euros, os preços a que comprámos (entre 209 e 439,90 euros) sempre permitem alguma poupança. Tudo depende do estado em que o aparelho se encontra.

Para garantir que consegue um equipamento a bom preço e sem problemas, siga alguns cuidados.

  • Opte por lojas de confiança e de referência na venda de smartphones recondicionados.
  • Verifique e compare os preços em vários estabelecimentos. Os valores variam bastante. Se a diferença para o modelo novo for superior a 50%, confirme com atenção o estado do aparelho.
  • Podem existir diferenças de preço entre lojas, para uma mesma categoria, ao ponto de um equipamento B ou mesmo C em determinado local ser mais caro do que um da categoria A noutro estabelecimento.
  • Também nem todas as lojas usam os mesmos critérios para determinar a categoria. Para evitar desilusões, prefira comprar presencialmente, de modo a verificar a condição estética do aparelho.
  • Peça para confirmarem a capacidade disponível da bateria e prefira um aparelho com o máximo possível. Rejeite-o se tiver menos de 84 por cento.
  • Atente ainda ao período e às condições da garantia, pois a maioria das lojas oferece 12 meses.
  • Nem todas fornecem carregador e auriculares e, quando o fazem, podem não ser originais da marca.
  • Por fim, confirme com a loja se o aparelho está desbloqueado, isto é, se pode ser utilizado com cartões SIM de qualquer operador, e se não existem bloqueios ao iCloud.

 

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