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iPhone 12 sem carregador nem auriculares e poucas novidades

Já testámos o iPhone 12, o novo smartphone da Apple equipado com tecnologia 5G que surpreende por não incluir auriculares nem carregador. Veja os resultados.

  • Dossiê técnico
  • João Miguens e Sofia Costa
  • Texto
  • Alda Mota
13 novembro 2020
  • Dossiê técnico
  • João Miguens e Sofia Costa
  • Texto
  • Alda Mota
iPhone 12 e iPhone 12 mini, sobrepostos, com vista parcial do ecrã e das câmaras frontal e traseira

iStock

O iPhone 12, à venda em Portugal desde 23 de outubro, é o primeiro smartphone da Apple compatível com redes móveis de quinta geração (5G) e, talvez por isso, foi uma das novidades da alta tecnologia mais aguardadas do ano. Os resultados dos testes aos vários modelos que integram esta nova gama já chegaram e podem ser consultados no nosso comparador de telemóveis.

Resultados dos testes e características dos modelos da gama iPhone 12

Eis os resultados dos testes e as nossas impressões mais detalhadas sobre cada modelo da gama iPhone 12.

iPhone 12 mini

Esta é a adição à linha de tamanho mais pequeno, uma espécie de evolução do iPhone SE. Trata-se do modelo mais barato (embora ainda muito caro) e compacto do iPhone 12, com um ecrã de 5,4 polegadas. É a escolha adequada para quem prefere utilizar o telefone com uma só mão. No entanto, o ecrã pode parecer pequeno para quem estiver habituado a grandes formatos.

Na parte de trás do telefone está uma câmara de sensor duplo de 12 megapíxeis (de grande angular e ultragrande angular) que foi aprimorada, especialmente em termos de gestão de luz.

O iPhone 12 mini está disponível desde 13 de novembro a um preço de 829 euros (para a versão de 64 GB), 879 euros (128 GB) e 999 euros (256 gigabytes). Nas compras online, a entrega está prevista apenas para os dias 23 a 25 de novembro.

iPhone 12

Com um ecrã OLED de 6,1 polegadas, o iPhone 12 "básico" é o sucessor lógico do iPhone 11. Pouco difere da versão mini, não fosse o tamanho superior. Encontramos o mesmo módulo fotográfico de 12 megapíxeis, compatibilidade 5G e as mesmas cores para escolher.

A única diferença a destacar está na bateria, como ficou evidenciado nos nossos testes, que revelaram uma autonomia de 33 horas. Mas já se esperava que, sendo mais volumoso do que o iPhone 12 mini, tivesse maior autonomia.

Os 241,8 gigabytes de memória interna medidos garantem uma boa capacidade de armazenamento. 

Um dos pontos fracos deste modelo é a sua fragilidade. Submetido aos nossos exigentes testes de resistência, chumbou: os vidros das câmaras traseiras de ambos os iPhones 12 testados quebraram. Já o iPhone Pro sobreviveu com distinção, mostrando-se também imune a danos na moldura, por ser de aço inoxidável em vez de alumínio.

Está disponível desde 23 de outubro por 929 euros (para a versão de 64 GB), 979 euros (128 GB) e 1099 euros (256 GB). Há um aumento de cem euros em relação ao preço de lançamento do iPhone 11 – atualmente a diferença de preço é maior, de 220 euros –, algo que ainda é significativo.

iPhone 12 Pro

Com 6,1 polegadas e tecnologia OLED equivalente à usada no modelo inferior, o ecrã deste telefone é muito bom, tanto no que diz respeito ao brilho como na resposta à função tátil.

A nossa avaliação penalizou a bateria de baixa capacidade quando comparada com outros produtos topo de gama, que garantiu uma autonomia de 34 horas, abaixo do expectável para um smartphone desta categoria. O desempenho a este nível é também penalizado pelo alto brilho do ecrã.

Tanto as quatro câmaras traseiras como a frontal têm resoluções de até 12 megapíxeis e garantem fotografias de qualidade e boas selfies com todas as condições de luz.

O aparelho vem com a versão 14.1 do iOS instalada. Tal como a maioria dos modelos da sua faixa de preço, é um telefone bastante potente, com um bom desempenho em atividades que exijam velocidade, como jogos. Os 245,5 gigabytes de memória interna medidos asseguram uma boa capacidade de armazenamento.

Nos rigorosos testes de resistência, o iPhone 12 Pro mostrou ser um modelo muito robusto, o que talvez se explique pela proteção da estrutura em aço inoxidável.

Está à venda desde 23 de outubro, mas, se fizer a compra online, prevê-se entrega só para os dias 30 de novembro a 7 de dezembro. Custa 1179 euros (versão de 128 GB), 1299 euros (256 GB) e 1529 euros (512 GB). Os preços aqui permanecem praticamente os mesmos do iPhone 11 Pro. As versões com maior capacidade são ligeiramente mais baratas face aos preços de lançamento do modelo anterior.

Apesar de ser um smartphone de boa qualidade, e ainda que muito melhor do que a média do seu segmento, o preço é demasiado elevado para justificar o investimento.

iPhone Pro Max

Com um ecrã de 6,7 polegadas, o 12 Pro Max é o maior modelo oferecido neste ano na gama dos iPhone. Se um ecrã maior se traduz numa vantagem em termos de conforto de visualização, o tamanho não agradará a todos.

Vem equipado com um módulo fotográfico ligeiramente maior do que o iPhone 12 Pro, que inclui uma lente de grande angular, uma ultragrande angular, um zoom óptico de 2,5× e o sensor "LiDAR" do iPad Pro.

O iPhone 12 Pro Max está à venda desde 13 de novembro, mas se comprar online a previsão de entrega é para o período entre 30 de novembro e 7 de dezembro. Os preços variam entre 1279 euros (para a versão de 128 GB), 1399 euros (256 GB) e 1629 euros (512 GB).

Como podemos ver, os modelos Pro do iPhone 12 acabam por não oferecer grandes inovações técnicas, com exceção do 5G, em comparação com os seus homólogos dos anos anteriores.

Comparando toda a gama de iPhone 12 com os irmãos mais novos do ano passado, as diferenças passam pela compatibilidade com a tecnologia 5G, a velocidade de processamento, uma melhoria nas características relacionadas com a gravação de vídeo e a melhor resolução do ecrã, além das alterações ao nível do design. São também smartphones mais leves. No entanto, os nossos testes revelam que o preço ainda é elevado para se justificar o investimento.

No teste completo aos diferentes modelos agora lançados, verificámos que não compensa comprar o iPhone 12 para substituir o seu antecessor, o iPhone 11. Poderá consultar os resultados dos testes completos a estes e outros equipamentos no nosso comparador de telemóveis. Faça uma escolha informada entre os mais de 200 smartphones que testamos.

A nossa seleção de telemóveis

XIAOMI REDMI NOTE 9S 64GB
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a partir de
 179,96
OPPO A52 64GB
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a partir de
 158,10
SAMSUNG GALAXY M21 64GB
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a partir de
 179,00
XIAOMI REDMI NOTE 8T (32 GB)
Ver resultado do teste Acesso reservado
a partir de
 159,89

Novidades tecnológicas no novo iPhone 12

Entre as novidades apresentadas pela Apple para a promoção do novo iPhone 12 consta a tecnologia magsafe: através de um sistema de ímanes, o aparelho pode ser acoplado a um carregador sem fio. Esses ímanes também permitem prender uma capa protetora ou uma carteira em pele para guardar o cartão de crédito junto ao iPhone. Prático, sim, desde que tal não represente que a Apple preveja abandonar a porta lightning e, assim, qualquer forma de conexão com fio. A única solução para carregar o aparelho seria, se tal viesse a acontecer, conseguir um carregador sem fio, que, se acreditarmos na lógica atual da marca, teria de ser adquirido em separado.

 
O sistema magsafe permite acoplar o iPhone 12 a um carregador sem fio.

Por outro lado, lamentamos que o iPhone 12 não integre o leitor de impressão digital (touch ID), uma vez que o uso generalizado de máscara decorrente da pandemia de covid-19 torna impossível o reconhecimento facial possibilitado pela funcionalidade face ID e exige que o utilizador insira sistematicamente o seu PIN de desbloqueio do dispositivo para utilizar o smartphone.

O aparelho também vem equipado com um ecrã com a tecnologia ceramic shield, que, segundo a Apple, aumenta a resistência do ecrã a quedas. Testada pelo nossos especialistas, mostrou-se eficaz na prevenção de riscos e quebra do ecrã. Em laboratório, contudo, os vidros das câmaras traseiras do iPhone 12 não resistiram aos nossos rigorosos testes de resistência. Já a versão Pro superou o teste de resistência, mostrando-se também imune a danos na moldura, por ser de aço inoxidável em vez de alumínio.

Os vidros das câmaras traseiras do iPhone 12 não sobreviveram aos nossos testes de resistência.

O que distingue o iPhone 12 do iPhone 11?

A décima segunda edição do iPhone, o primeiro da marca compatível com tecnologia 5G, está disponível num total de quatro modelos, face aos três do ano anterior. Nenhuma destas versões custa menos de 829 euros, e o preço pode chegar aos 1629 euros na mais cara.

Os cem euros a mais que paga face à versão-base do iPhone 11 não representam mais peças na embalagem; pelo contrário. Esta é, aliás, a novidade que mais bruaá trouxe à apresentação do novo smartphone da Apple. O aparelho é vendido sem carregador nem auriculares. O motivo apresentado pela marca? A sustentabilidade.

Os nossos testes mostram que, de um modo geral, os novos iPhone 12 apresentam uma boa apreciação global, mas ainda assim inferior a outros modelos topo de gama ou versões Pro do iPhone 11.

No que diz respeito ao design, o iPhone 12 está a evoluir para formas retangulares que lembram o iPhone 4. No entanto, mantém o recorte (notch) sobre o ecrã, que pode ser incómodo para o utilizador.

 
O ecrã OLED mantém o recorte no topo que prejudica a visualização.

Em relação à tecnologia incluída, nenhuma grande revolução, à exceção do novo processador. Face ao modelo anterior, os nossos testes comprovam que o A14 Bionic permite um desempenho mais rápido do que o seu antecessor, o que é um aspeto positivo.

Quanto ao ecrã, a tecnologia OLED equipa todos os modelos da gama iPhone 12, o que é uma melhoria considerável em termos de brilho e contraste face aos LCD e permite uma boa interação ao nível da função tátil. No entanto, a taxa de atualização da imagem permanece inalterada nos 60 Hz desde o iPhone 11, ao contrário de alguns aparelhos topo de gama de outras marcas, que chegam a duplicar esse valor e trazem vantagens sobretudo na utilização de jogos com gráficos exigentes.

Sem carregador nem auriculares na embalagem do smartphone

Quem compra o iPhone 12 sem aviso prévio seguramente fica surpreendido com a falta de um carregador e auriculares. A Apple justifica-se dizendo que pretende evitar o desperdício de acessórios e proteger o planeta.

A Apple alega partir do pressuposto de que há muitas pessoas que não consideram os auriculares fornecidos um acessório essencial para o uso do telefone e acabam por adquirir auriculares de melhor qualidade ou produtos bluetooth para o mesmo efeito, acabando os fornecidos quando o iPhone é comprado esquecidos na gaveta ou, pior, descartados incorretamente em fim de vida. Não os fornecer de antemão reduz, segundo a Apple, os resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE). Do mesmo modo, a marca defende que quem tenha um modelo de iPhone anterior pode perfeitamente utilizar o carregador antigo para carregar o novo smartphone. Como, infelizmente, a porta de carregamento do iPhone 12 permanece no formato lightning – exclusivo da Apple – e, ao contrário dos smartphones mais recentes, que possuem uma porta USB-C, isso significa que terá de utilizar um cabo específico para carregar o iPhone. E aqui surge o problema: enquanto este cabo (lightning/USB-C) vem incluído na embalagem, o mesmo não acontece com o carregador, que, pela primeira vez na Apple, não é fornecido com o telefone.

Ora, a empresa diz que os clientes que já possuem um iPhone anterior já têm um carregador adequado. Mas essa é uma visão muito simplista do problema, pois não considera os novos clientes da marca ou quem tenha um carregador lightning/USB-A, com o qual o cabo que vem com o iPhone 12 é incompatível.

Na nossa opinião, dado o preço cobrado, qualquer novo cliente da Apple deveria ter a opção de receber um carregador separado gratuitamente. O mesmo vale para os auriculares: um adaptador de lightning para jack deveria ser incluído na embalagem, já que o iPhone não tem uma entrada para jack. Em vez disso, é preciso comprá-lo por 10 euros e desembolsar ainda mais pelo carregador (25 euros para o modelo normal; 45 euros para o carregador sem fio). O suficiente para aumentar a conta, já de si elevada.

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