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Auscultadores: controle os decibéis nos ouvidos

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Medimos a pressão sonora a que estão sujeitos três jovens, que dizem consumir música desde que acordam até que se deitam, sobretudo com auscultadores, e investigámos se correm o risco de danos auditivos irreversíveis. Um estudo para filhos e pais.

  • Dossiê técnico
  • Anabela Jorge e António Alves
  • Texto
  • Inês Lourinho
02 outubro 2018
  • Dossiê técnico
  • Anabela Jorge e António Alves
  • Texto
  • Inês Lourinho
auscultadores

iStock

Joana Carvalho, 18 anos, e Afonso Ribeiro e Miguel Ribeiro, ambos com 19 anos, fazem uso diário dos auscultadores. Replicámos em laboratório as condições em que ouvem música e medimos o nível de pressão sonora a que estão sujeitos. Objetivo: saber se correm risco de danos auditivos irreversíveis.

Como o ruído ambiente influencia a regulação do nível sonoro dos auscultadores, definimos três cenários. Pedimos aos jovens que escolhessem músicas da sua preferência (Joana: Epica e Trivium; Afonso: Lil Wayne e Skin; Miguel: Nirvana) e que ajustassem os auscultadores numa sala silenciosa, num ambiente de rua urbano e numa carruagem do metro. Não usámos auscultadores com a função de cancelamento de ruído, o que poderia anular, até certo ponto, a influência do ambiente.

Para garantirmos resultados comparáveis, o smartphone e os auscultadores utilizados, bem como o software de leitura de áudio e os respetivos parâmetros, foram os mesmos: Spotify Premium, com os mesmos níveis de equalizador e qualidade sonora. Depois, registámos os volumes selecionados e enviámos os valores para o laboratório, que reproduziu as condições de cada jovem e mediu a pressão sonora. Recolhemos ainda informação sobre os locais onde ouvem música e o tempo diário que lhe dedicam.

 

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