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Auriculares para telemóveis: Apple destaca-se da mediania

22 maio 2014 Arquivado

22 maio 2014 Arquivado

Apenas um dos modelos, o Apple EarPods, foi considerado verdadeiramente bom para a reprodução de música. Não aconselhamos a compra de dois dos auriculares pelo risco que colocam à saúde auditiva.

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À primeira vista, a principal diferença entre os auriculares para telemóvel que agora testámos e os tradicionais auriculares para os leitores de música portáteis é a inclusão de um microfone, de um botão para atender chamadas e, nalguns casos, de um controlo de volume.

Enquanto o botão para atender chamadas funciona em todos os auriculares, o controlo de volume nem sempre está presente ou está dependente do sistema operativo. A maioria dos auriculares testados não permite controlo de volume, dois só funcionam com telemóveis Apple ou Blackberry e um deles só funciona com Android e Windows Phone. O Goodis Earbud C inclui um controle de volume passivo que, apesar de funcionar com todos os aparelhos, não permite controlar o volume no telefone, limitando-se a atenuar o som através de um potenciómetro.

Além de assegurarem uma boa fidelidade de som, os auriculares devem ser fáceis de usar, não impedir os movimentos, ter um microfone sensível e uma boa reprodução musical.

O isolamento do ruído exterior não é importante para estes dispositivos, pois não devem impedir o utilizador de estar consciente do que o rodeia.

Também existem auriculares com microfone e cancelamento de ruído (que não foram testados). São, geralmente, mais caros e destinam-se a pessoas que passam bastante tempo em transportes, não sendo adequados para andar a pé ou a correr, pelo nível de abstração que permitem.

Dos 10 modelos testados, a maior parte revelou-se fácil de usar. As poucas notas negativas que surgem prendem-se com a interferência com o vestuário. Os auriculares com as borrachas maiores têm tendência a cair do ouvido e aqueles cujos cabos são demasiado rígidos não se adaptam tão bem aos movimentos do corpo e da cabeça.

Interferências dos telemóveis
Os resultados mais negativos devem-se às interferências provocadas pelas transmissões do próprio telefone. Em determinadas alturas, as interferências foram audíveis sob a forma de zumbidos repetidos, quer o auricular estivesse a reproduzir música ou não. Na realidade, apenas a Apple e a Pioneer conseguiram bons resultados neste critério.

Medimos também o nível de pressão sonora dos auriculares. Alguns aparelhos permitem uma intensidade de som elevada com um nível de sinal baixo. Mas, para o utilizador, esta é uma situação pouco conveniente, uma vez que o som pode atingir muito rapidamente níveis desconfortáveis e mesmo nocivos para a saúde auditiva. Os dois modelos pior classificados no teste têm este efeito. Não aconselhamos o SBS e o Muvit.

No teste à qualidade de reprodução de música também falharam vários modelos. Detetámos que a maioria dos modelos é fraca na reprodução das frequências médias e os graves são excessivamente altos, penalizando sobretudo a reprodução de temas pop e rock, em que este tipo de frequências é mais comum.

Microfones passam no teste
A sensibilidade do microfone é muito importante neste tipo de equipamento, especialmente se tivermos em conta que não está junto à boca do utilizador mas sim pendurado no cabo, podendo estar parcialmente coberto pela roupa. Este foi o critério em que todos os auriculares testados tiveram nota positiva – entre o bom e o médio.

Mas a qualidade do som captado está também muito dependente das funcionalidades de processamento de sinal atualmente usadas, que conseguem isolar a voz do utilizador do restante ruído ambiente e de outros aspetos perturbadores, como o vento. Desta forma, a receção do microfone e a qualidade de voz podem variar muito com o telemóvel utilizado.

Modelos em teste para usar fora do carro 
Desde janeiro que, devido às alterações ao artigo 85 do Código da Estrada, os condutores podem usar apenas aparelhos com um único auricular. Até ao início do ano, era permitido o uso de auriculares duplos desde que o condutor tivesse só um no ouvido. Contudo, com a maioria dos telemóveis a fornecer auriculares duplos, é possível que possa haver um recuo na aplicação da lei. Entretanto, os modelos testados não devem ser utilizados durante a condução.


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