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Google Fotos vai acabar com armazenamento ilimitado de imagens

Em junho, o Google Fotos vai impor um travão de 15 GB também para o agora ilimitado modo de “alta qualidade” das imagens. E estes 15 GB serão partilhados entre Google Fotos, Gmail e One Drive. As fotos armazenadas até agora não se perdem.

  • Dossiê técnico
  • António Alves
  • Texto
  • Inês Lourinho
03 dezembro 2020
  • Dossiê técnico
  • António Alves
  • Texto
  • Inês Lourinho
Google Fotos

iStock

Com mais de um bilião de utilizadores em todo o mundo, o Google Fotos, serviço de armazenamento de fotografias na cloud, vai aplicar limites também ao modo “alta qualidade” das imagens. Era expectável, dado o aumento exponencial de fotos que capturamos com o telemóvel e guardamos todos os dias na nuvem.

Utilização superintuitiva é o cartão de visita do serviço, tanto no armazenamento automático das fotos que se encontram no telemóvel ou no computador, como na criação e partilha de álbuns, ou ainda na edição das imagens. A navegação e a localização das fotos, com disposição em timeline, complementada com muitas soluções de organização automáticas (por exemplo, pessoas, locais, monumentos, flores ou culinária), são também tarefas simples.

Porém, a razão de uma tão grande legião de fãs tem sido outra: a possibilidade de fazer o backup de fotos no modo “alta qualidade”, sem limites quanto ao volume de dados. A Google acabou por converter-se no maior repositório das nossas memórias visuais nos últimos anos. Tudo isto mudará a 1 de junho de 2021. O armazenamento ilimitado deixa de ser opção, qualquer que seja o nível de qualidade selecionado para as fotos. Mas não desespere: as imagens até agora guardadas na nuvem não se perdem. Analisamos as mudanças e as alternativas de serviços de armazenamento.

Google impõe limite de 15 GB de armazenamento

Ao dia de hoje, o Google Fotos propõe duas formas de armazenar imagens: em "alta qualidade" ou em "qualidade original". O primeiro modo é o mais adequado para a maioria dos utilizadores, que não têm ambições de resolução muito elevada. Neste caso, o serviço faz sempre alguma compressão nas fotos mais pesadas, ou seja, naquelas que superam os 9 MB ou que têm resolução acima de 16 MP. Em contrapartida, o armazenamento é ilimitado e gratuito.

Já no segundo modo, dito original, não há compressão, e as fotografias ficam guardadas na resolução com que foram tiradas, uma opção mais adequada para profissionais. No entanto, o serviço só admite o armazenamento de imagens até 15 GB. Se este espaço não for suficiente, é possível expandi-lo, mas tem um preço. Por exemplo, 100 GB adicionais custam 1,99 euros por mês, ainda que possa partilhá-los com a família: o plano permite até seis utilizadores.

Em junho, estas condições irão alterar-se. Também na modalidade de alta qualidade será imposto um limite de 15 GB de armazenamento para o conjunto da conta Google. Na prática, os 15 GB serão partilhados entre todos os ficheiros no Google Fotos, no Google Drive e no Gmail.

Mantém-se apenas uma exceção para os utilizadores dos telemóveis Google Pixel 5 ou de versões anteriores deste modelo, que continuarão a contar com armazenamento ilimitado de fotos.

Novo limite de 15 GB suficiente para a maioria dos utilizadores

Desde que comunicou a alteração ao serviço, a Google indica uma previsão do tempo necessário para esgotar o limite dos 15 GB, com base no padrão de utilização. Pode clicar e aceder aos cálculos para o seu caso.

Mas façamos um pequeno exercício. Imaginemos dois utilizadores, um que armazena fotos muito pontualmente e outro que o faz todos os dias. Ora, os telemóveis mais recentes capturam fotos com resolução entre os 2 e os 10 MB. Se considerarmos que 3 GB podem estar alocados ao Gmail e aos documentos no Google Drive, os restantes 12 GB são suficientes para 1200 a 6000 fotos. Significa que quem guarda 100 fotos por mês precisa de um a cinco anos para esgotar o espaço. Já quem fotografa esporadicamente e faz, por exemplo, 20 fotos por mês levará cinco a 25 anos a preencher o armazenamento gratuito disponibilizado.

As mudanças só começam a ter efeito a 1 de junho. Tudo o que ficou para trás mantém-se. Fotos e vídeos armazenados até esta data não se perdem, independentemente da quantidade. Isto no caso das imagens em alta qualidade, já que as armazenadas na resolução original sempre estiveram limitadas a um espaço de 15 GB.

Esticar o armazenamento no Google Fotos

Uma forma de esticar o armazenamento no Google Fotos e, ao mesmo tempo, diminuir a sua dependência do serviço passa por gerir o espaço com cópias de segurança noutros suportes. Um disco rígido externo é uma opção para fazer o backup integral ou, pelo menos, de alguns ficheiros que considere importantes. Os discos SSD, embora mais caros, são mais rápidos e fiáveis do que os HDD. Um equipamento de 1 TB de espaço, com bom desempenho, custa desde 230 euros. Mas os modelos com 500 MB, ou seja, metade do armazenamento, são tendencialmente mais baratos.

Fazer a cópia a partir do Google Fotos é um processo algo moroso para quem acumulou uma elevada quantidade de imagens. Se tiver as fotografias que pretende transferir para o disco rígido organizadas por álbuns, pode ser mais fácil. Só precisa de aceder ao álbum e clicar em “Transferir tudo”, no canto superior direito do ecrã. Irá obter um ficheiro zip por cada álbum descarregado.

Já se tiver as imagens guardadas sem nenhum tipo de organização, o que deve ser o caso de muito boa gente, terá de trabalhar por tranches: o sistema só permite selecionar e copiar 500 fotos de cada vez. Como proceder? Na timeline, onde surgem todas as fotos armazenadas no serviço, clique na primeira e, com a tecla shift premida, vá arrastando e selecionando os ficheiros. Escolha, em seguida, a opção “Transferir”, no canto superior direito do ecrã.

Alternativas ao Google Fotos não valem a pena

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