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Telemóveis: guia de compras

16 maio 2016
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16 maio 2016
Como escolher o sistema operativo, o tamanho do ecrã e outros aspetos fundamentais.
Adaptados a um novo contexto, os smartphones reinventaram um modo de ser e comunicar. Brindam-nos com um verdadeiro arsenal para fazer quase tudo: fotografias, vídeos e música, e-mail, Internet, jogos e aplicações a qualquer instante.

Ao nível de uma máquina fotográfica
A resolução das máquinas fotográficas, da qual depende a qualidade das fotos, regista um aumento considerável, chegando já aos 12 megapíxeis. Os modelos mais sofisticados contam com focagem automática, pré-focagem, flash e estabilizador de imagem ou modos predefinidos.

Quando há condições de boa luz e os protagonistas da fotografia estão imóveis, a definição, contraste e cores das imagens atingem o nível das fotos de máquinas digitais compactas. Mas os telemóveis são menos versáteis e mais difíceis de utilizar. A qualidade das lentes e o número de regulações de imagem também são inferiores. Falta o zoom ótico para fotografar a maior distância sem perder qualidade e um flash potente para captar fotos em ambientes com luz fraca.

Verdadeiros e falsos leitores de MP3
Reproduzir ficheiros de áudio em MP3 é diferente de um telemóvel incluir leitor de MP3. É necessário os aparelhos terem auriculares estéreo, memória interna suficiente e/ou uma ranhura para cartão de memória. Tendo em conta que cada minuto de música ocupa 1 MB e que a memória é partilhada com fotografias e vídeos, um cartão de 4 GB é o ideal. A possibilidade de criar playlists e tocar várias faixas em contínuo também é um requisito. Em geral, os auscultadores de origem são de fraca qualidade. Pondere optar por um modelo com auscultadores normalizados e equipado com tecla de acesso direto ao MP3. O modo de voo é útil para quem viaja. Permite desligar a parte de comunicações do telemóvel e usufruir apenas do MP3.

Sistema operativo no comando
O funcionamento e a variedade de aplicações que pode utilizar no smartphone dependem do sistema operativo. O Android, da Google, equipa o maior número de modelos de marcas como HTC, Samsung, LG e Sony. A maioria dos aparelhos em teste incluem a versão 2.3 (Gingerbread) e a 4.0 (Ice Cream Sandwich).

Já o iOS, sistema operativo exclusivo da Apple, está representado no teste pelo iPhone 4, 4S e 5. O iOS 6 é a versão mais recente.

O Windows Phone da Microsoft é o principal sistema operativo dos smartphones mais evoluídos da Nokia. A versão mais recente é o Windows Phone 8.

O BlackBerry OS é exclusivo dos aparelhos da marca BlackBerry. Há outras possibilidades, como o Bada e o Series 40 Asha, exclusivos de alguns aparelhos mais acessíveis da Samsung e da Nokia.

Ecrã maior e ligações são mais-valias
Os smartphones distinguem-se dos outros telemóveis por um ecrã de dimensão superior. Os ecrãs têm vindo a crescer nos últimos anos e os aparelhos mais caros já ultrapassam as 4 polegadas, enquanto a maioria dos mais baratos exibe mais de 3 polegadas. Este aumento é uma mais-valia na utilização da Net, navegação GPS, visualização de fotografias e vídeo.

Os ecrãs de grandes dimensões implicam aparelhos mais compridos, largos e menos fáceis de transportar, mas nota-se um esforço dos fabricantes para atenuar o incómodo ao diminuir a espessura dos aparelhos. Quase todos os aparelhos incluem ecrãs táteis. Estes utilizam a tecnologia capacitiva que exige uma pressão muito ténue para ativar os elementos, ao contrário dos antigos ecrãs denominados resistivos.

Outra característica importante num smartphone é a ligação à Net. Além de Wi-Fi, deverá dispor de ligação à rede móvel que utilize a tecnologia HSDPA. Tanto melhor, se estiver equipado com tecnologias mais rápidas, como o HSPA+, que permite duplicar ou triplicar a velocidade de download, ou o LTE, que, em teoria, atinge velocidades 7 a 14 vezes mais elevadas.

Os vários sensores que captam informação específica sobre cada aparelho contribuem para a inteligência dos smartphones e para o sucesso das aplicações. Alguns também permitem percecionar as condições de luminosidade através do sensor de luz e a presença do utilizador através do sensor de proximidade.

Bateria sofre
A bateria da maioria dos smartphones permite uma autonomia bastante elevada para comunicações por voz ou para envio de SMS e outras tarefas como utilizar o leitor de música ou a câmara fotográfica.

Mas, na verdade, estes aparelhos desempenham outras tarefas muito mais exigentes ao nível do consumo de energia, como o acesso à Net e a navegação por GPS. Além de gastarem energia com processamento e comunicação, têm ainda de alimentar um ecrã de grandes dimensões e sempre ligado. As principais limitações ocorrem durante a navegação por GPS, onde a autonomia da bateria é quase sempre inferior a 3 horas.



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