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Smartphones: bom equipamento mas fraca autonomia a navegar

25 janeiro 2012

25 janeiro 2012

Ligar-se à Net, ler e-mails, usar o GPS, ouvir música e ler as notícias em qualquer lado são o forte dos smartphones. O grande senão é a fraca autonomia da bateria para navegar na Internet.

Além das funcionalidades habituais dos telemóveis, os smartphones distinguem-se por permitirem navegar na Internet e consultar e enviar e-mails. Também são atrativos pelas inúmeras aplicações que se podem descarregar: jogos e atividades lúdicas, redes sociais, navegação GPS e tarefas de escritório, entre outras. Opte por um modelo com um sistema operativo já bem implementado.

É importante escolher um pacote de dados da operadora adaptado ao seu perfil, para evitar faturas elevadas.

Grande ecrã sensível ao toque
Os modelos atuais incluem browser HTML, ligação por UMTS e Wi-Fi, grandes ecrãs com boa resolução e teclado alfanumérico completo.

A maioria traz ecrãs táteis equipados com a tecnologia capacitiva, mais sensível ao toque do que a chamada resistiva, que exige alguma pressão para ativar os elementos.
O teclado alfanumérico, físico ou virtual através do ecrã tátil, é também indispensável para uma escrita mais rápida de SMS, e-mail, endereços de páginas web e pequenos textos.

Outro aspeto exclusivo dos smartphones: a existência de vários sensores que captam informação específica sobre o aparelho. Incluem sensores de localização como o recetor GPS, sensor magnético e sensores relativos à forma de movimentação - o acelerómetro e o giroscópio. Alguns detetam condições de luminosidade através do sensor de luz e a proximidade; a presença do utilizador através do sensor de proximidade.

Aumentar a autonomia da bateria
Para fazer chamadas ou enviar SMS, a maioria dos aparelhos tem boa autonomia: entre 3h30m e 11 horas, para uma chamada de voz ininterrupta quando se utiliza uma rede GSM e UMTS. O cenário muda de figura se navegar na Internet: entre 2h20m e 4h30m ou usar o GPS: entre cerca de 2h e 4h30m.

Para aumentar a autonomia do seu aparelho, feche as aplicações abertas em segundo plano e desative as ligações Bluetooth, Wi-Fi e 3G, quando não as está a usar. Caso não tenha plano de dados e não use a rede móvel para transferir dados, configure o aparelho para utilizar apenas a rede GSM, bastante mais poupada, em vez da UMTS. Desativar as vibrações e reduzir a luminosidade do ecrã são outras medidas para poupar a bateria.

Aplicações a explorar
O sistema operativo é um fator importante na escolha. Depende, geralmente, da marca do aparelho. Todos os sistemas operativos têm uma loja de aplicações associada onde é possível descarregar aplicações para usar no smartphone.

As aplicações para smartphone estão vinculadas ao sistema operativo. Uma aplicação concebida para IOS pode não funcionar com Symbian e vice-versa. Se instalou muitas aplicações, mudar de telemóvel é agora mais complicado. Passar de um sistema operativo para outro implica perder os programas que comprou. Por isso, escolha um sistema que funcione bem, seja compatível com bastantes aplicações, e dê garantias para o futuro.

O iOS conta com o maior número de aplicações (cerca de 450 mil), seguido de perto pelo Android, da Google (cerca de 300 mil). Mas este destaca-se por ter mais aplicações gratuitas.

Algumas aplicações são análogas aos programas dos computadores, mas redimensionadas ao ecrã dos smartphones.

As atualizações dos sistemas operativos visam melhorar a utilização dos aparelhos e trazer novas funcionalidades. Apesar das atualizações frequentes, sobretudo dos sistemas operativos Android e iOS, nem sempre é possível ou conveniente instalar a última versão no seu smartphone.

Nos aparelhos da Apple é quase sempre possível obter a última versão do iOS via loja online iTunes. A exceção é para modelos antigos como o iPhone 2G e 3G. Mesmo nas situações em que as atualizações estão disponíveis, nem sempre é desejável instalá-las. Podem tornar os aparelhos muito lentos, pois alguns já não têm capacidade suficiente para os recursos que lhes são exigidos.

No Android e noutros sistemas operativos, as atualizações não estão sempre disponíveis e dependem do fabricante dos smartphones e dos operadores, quando os aparelhos são bloqueados, que decidem quais os modelos autorizados a recebê-las.

Existe também a possibilidade de instalar manualmente atualizações não oficiais. Se não for bem executado, pode pôr em risco o funcionamento do aparelho.


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